HMD realiza II Fórum de Qualidade e Segurança

Fórum teve início com a coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Ernesto Dornelles, Barbara Rech

“Como manter a qualidade e segurança em tempos de pandemia?”. Esse foi o tema do II Fórum de Qualidade e Segurança do Hospital Mãe de Deus (HMD), realizado na sexta-feira (04/12), em formato on-line. O evento, que contou com o patrocínio da Pfizer, foi transmitido pelo Youtube e pela página oficial do Hospital no Facebook.

Em sua fala de abertura, a presidente do HMD, Ir. Lucia Boniatti, fez uma apelo aos internautas para que todos buscassem o cuidado, a segurança e a qualidade com a vida de cada um.

“Sabemos que estamos em um momento de pandemia. Mas não podemos desanimar. Se estamos aqui, é porque temos a coragem, a força, a esperança de que nós podemos vencer essas situações que nos cercam”, disse Lúcia, que ainda parabenizou os profissionais da saúde e os demais hospitais pela “doação da vida” aos pacientes.

O ciclo de palestras teve início com a coordenadora do Serviço de Psicologia do Hospital Ernesto Dornelles, Barbara Rech, que discorreu sobre o tema “Saúde mental em tempos de incertezas”. A psicóloga traçou um paralelo entre a pandemia de covid-19 e os desafios enfrentados pela população e pelos profissionais de saúde com relação a sua saúde mental.

“É com segurança psicológica, é se sentido bem, é se sentido íntegro, que o profissional de saúde vai entregar o seu melhor. Lembre-se: cuide de si, para que, juntos, possamos cuidar do outro”, ressaltou Rech.

Em “Ética no isolamento”, o Dr. José Roberto Goldim, chefe do Serviço de Bioética do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), pontuou como o isolamento imposto pela pandemia trouxe uma inversão da expectativa de tempo, trabalho e modo de vida da população, além de uma revolução nos processos éticos de manejo e experiência dos pacientes dentro das instituições médicas.

“Nós todos estamos vulneráveis pela situação em que vivemos. Quando as pessoas pregam o direito à liberdade individual para não usarem máscara, para furar os bloqueios epidemiológicos, a rigor, não é um exercício de autonomia, mas sim de egoísmo”, ponderou.

Após a fala do Dr. José Roberto Goldim, foi a vez da Dr. Alice Gallo, direto dos Estados Unidos, que apresentou sobre “Evolução do conhecimento com a experiência de cuidado ao paciente crítico na UTI da Mayo Clinic”. Gallo é diretora do time de Resposta Rápida da instituição médica com sede na cidade de Rochester, nos Estados Unidos. A profissional compartilhou as experiências e aprendizados adquiridos ao longo das duas ondas no país norte-americano.

Ápice com o caso Julia Lima

Caso da paulistana trouxe à tona a importância de colocar o paciente no centro de tudo

A parte da tarde iniciou com a apresentação dos três trabalhos orais selecionados pela comissão científica do fórum. São eles: “Triagem de visitantes”, de Lucas Brito e Leonardo Franskoviak; “Como garantir a qualidade assistencial em tempos de pandemia”, de Natália Peixoto dos Santos; e também “Redefinição do fluxo de OPME”, de Joyce Adria Pizarro Silveira Gut.

O evento seguiu com as discussões da mesa redonda “Ações de enfrentamento à covid-19”, que contou com a presença da Dra. Vanessa Schultz, médica do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Mãe de Deus, abordando o tema de como o Hospital se preparou e está enfrentando a pandemia; do Dr. Fabiano Ramos, coordenador do Serviço de Infectologia do Controle de Infecções do Hospital São Lucas da PUCRS e também da pesquisa da vacina da Sinovac em Porto Alegre que abordou sobre a vacina e suas perspectivas; e do Dr. Cláudio Stadnik, médico do Serviço de Controle de Infecção da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre falando sobre os estudos em andamento para tratamento da doença.

O II Fórum de Qualidade e Segurança foi encerrado com o caso Julia Lima – jovem diagnosticada com trombose, em 2015, na cidade de São Paulo, e que acabou falecendo devido a sucessivos erros médicos e em como o Hospital onde o caso ocorreu utilizou o evento para grandes transformações em processos e cultura que culminaram na melhoria da  assistência e segurança do paciente. A apresentação foi feita pelos pais de Julia, Francisco e Sandra Lima, que reforçaram a importância de colocar o paciente como centro de tudo, independente de processos e de conhecimentos científicos.

“Cuidem das pessoas, e não da doença. É a pessoa que tem a doença, e não a doença que tem a pessoa”, reforçou o pai, Francisco.

Confira a 1ª parte do II Fórum de Qualidade e Segurança HMD

Confira a 2ª parte do II Fórum de Qualidade e Segurança HMD

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