Os sintomas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) costumam surgir de forma repentina. Entre os mais comuns estão: boca torta, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração na visão, tontura, perda de equilíbrio, confusão mental ou dor de cabeça súbita e intensa. Diante de qualquer suspeita, a orientação do Ministério da Saúde é ligar para o SAMU pelo 192 ou procurar uma emergência imediatamente.
Se houver boca torta, fala enrolada, fraqueza em um lado do corpo, perda súbita de visão, confusão mental, tontura intensa, alteração no equilíbrio ou dor de cabeça muito forte e repentina, procure atendimento de emergência. O AVC é uma condição tempo-dependente: quanto mais rápido o paciente é avaliado, maiores são as chances de definição da conduta adequada.
AVC é a sigla para Acidente Vascular Cerebral. De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, ele acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou quando há rompimento de um vaso sanguíneo, causando sangramento. Em ambos os casos, as células cerebrais podem ser prejudicadas pela falta de oxigênio e nutrientes. Existem dois principais tipos de AVC:
A identificação do tipo de AVC e a definição do tratamento dependem de avaliação médica e exames. Por isso, diante de sinais neurológicos súbitos, a prioridade deve ser buscar atendimento imediato.
Os sintomas de AVC podem variar de acordo com a área do cérebro afetada, mas alguns sinais são considerados alertas importantes. Eles costumam aparecer de repente, mesmo em pessoas que estavam bem minutos antes.
Entre os principais sintomas de AVC, estão:
boca torta ou rosto assimétrico
fraqueza em um braço, uma perna ou em um lado do corpo
formigamento ou dormência no rosto, braço ou perna
dificuldade para falar ou entender frases simples
fala enrolada, arrastada ou confusa
alteração súbita da visão
tontura intensa, perda de equilíbrio ou dificuldade para caminhar
confusão mental
dor de cabeça súbita, forte e sem causa aparente
A presença de um único sinal já pode justificar atendimento de emergência, principalmente quando o sintoma começa de forma repentina. Não é necessário que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo para que exista suspeita.
Dormência no rosto pode ser um sinal de alerta, especialmente quando surge de repente e afeta apenas um lado da face. Esse sintoma merece ainda mais atenção quando vem acompanhado de boca torta, fraqueza no braço ou na perna, dificuldade para falar ou alteração na visão.
Nem toda dormência no rosto é AVC, mas não é seguro tentar diferenciar sozinho. Como várias condições podem causar sintomas parecidos, a avaliação médica é essencial para investigar a causa e orientar a conduta correta.
Sim. A dificuldade para falar é um dos sinais mais conhecidos de AVC. Ela pode aparecer como fala enrolada, troca de palavras, dificuldade para completar frases, fala sem sentido ou dificuldade para compreender o que outra pessoa está dizendo.
Em alguns casos, a pessoa tenta responder, mas não consegue organizar as palavras. Em outros, entende a pergunta, mas a fala sai arrastada ou confusa. Quando esse tipo de alteração surge de repente, a orientação é procurar emergência imediatamente.
Uma forma simples de reconhecer sinais iniciais de AVC é observar alterações súbitas no rosto, nos braços e na fala. Conforme a Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC), alguns sinais podem ajudar familiares e acompanhantes a agir com rapidez, sumarizados pela sigla SAMU:
Sorriso: peça para a pessoa sorrir e observe se um lado do rosto está caído ou assimétrico.
Abraço: peça para levantar os dois braços e veja se um deles cai ou fica mais fraco.
Música: peça para repetir uma frase simples e observe se a fala está enrolada, confusa ou diferente do habitual.
Urgência: se houver qualquer alteração, ligue 192 ou procure uma emergência.
Essa orientação não serve para confirmar diagnóstico em casa. Ela ajuda a reconhecer sinais de alerta e a reduzir atrasos na busca por atendimento.
Algumas pessoas pesquisam por sintomas de AVC dias antes porque percebem alterações passageiras, como formigamento, perda de força, dificuldade para falar, visão turva ou tontura que melhoram depois de alguns minutos. Esses episódios não devem ser ignorados.
Sintomas transitórios podem estar relacionados a diferentes condições, incluindo ataque isquêmico transitório, popularmente conhecido como “mini-AVC”. Mesmo quando os sinais desaparecem, a pessoa deve passar por avaliação médica, pois pode haver risco de novos eventos.
A regra mais segura é: se o sintoma neurológico apareceu de forma súbita, procure atendimento. Esperar para ver se volta ou se piora pode atrasar uma avaliação importante.
O termo AVC silencioso costuma ser usado para falar de alterações cerebrais que podem passar despercebidas ou não causar sintomas evidentes no momento em que acontecem. Muitas vezes, essas alterações são identificadas em exames realizados por outro motivo.
Apesar disso, é importante não confundir “silencioso” com “sem importância”. Além disso, sintomas leves ou passageiros também merecem atenção. Alterações súbitas de fala, força, sensibilidade, visão, equilíbrio ou consciência devem ser avaliadas por uma equipe de saúde, mesmo quando parecem discretas.
Os sinais de AVC podem variar de uma pessoa para outra, mas alguns sintomas são considerados alertas importantes porque costumam surgir de forma súbita e indicar alteração neurológica. Reconhecer esses sinais rapidamente ajuda familiares, acompanhantes e o próprio paciente a buscar atendimento sem demora. Mesmo que apenas um sintoma apareça, principalmente se começar de repente, a situação deve ser tratada como urgência médica.
Os 7 sinais de AVC que merecem atenção imediata são:
boca torta ou rosto assimétrico
fraqueza em um braço ou perna
dormência ou formigamento em um lado do corpo
dificuldade para falar
confusão mental ou dificuldade para entender
perda súbita de visão
tontura intensa, perda de equilíbrio ou dor de cabeça súbita e forte
Esses sinais podem aparecer isoladamente ou combinados. Se surgirem de forma repentina, o mais seguro é agir como emergência.
Procure um atendimento médico de emergência imediatamente quando houver qualquer sintoma súbito sugestivo de AVC. Isso inclui boca torta, fala enrolada, fraqueza em um lado do corpo, dormência no rosto, alteração visual, tontura intensa, perda de equilíbrio, confusão mental ou dor de cabeça muito forte e repentina.
Também é importante buscar atendimento quando o sintoma melhora sozinho. A melhora espontânea não elimina a necessidade de avaliação, principalmente se a alteração foi neurológica e começou de repente.
Em casos de suspeita, não dirija se estiver com sintomas e não leve a pessoa ao hospital por conta própria se ela estiver sonolenta, confusa, com alteração importante de fala, força ou consciência. Nesses casos, acione o SAMU pelo 192 para orientação e transporte adequado.
Em uma situação de possível AVC, algumas atitudes podem atrasar o atendimento ou aumentar riscos. Evite:
esperar para ver se os sintomas passam
oferecer medicamentos por conta própria
dar comida, água ou bebida alcoólica
fazer testes caseiros para “confirmar” AVC
deixar a pessoa dormir sem avaliação
tentar dirigir se você está com sintomas
procurar explicações na internet antes de acionar ajuda
Se possível, anote o horário em que os sintomas começaram ou o último momento em que a pessoa foi vista bem. Essa informação pode ser importante para a equipe de saúde.
Em Porto Alegre, pessoas com sintomas súbitos compatíveis com AVC devem procurar atendimento emergencial ou acionar o SAMU pelo 192. O Hospital Mãe de Deus conta com Emergência Cardioneurológica na Rua José de Alencar, 286, Acesso 3, com atendimento voltado a condições cardíacas e neurológicas agudas, incluindo AVC isquêmico e hemorrágico.
Para quem está na Zona Sul de Porto Alegre, no Menino Deus ou em regiões próximas, conhecer previamente a localização da emergência pode ajudar em momentos de decisão rápida. Ainda assim, em situações graves ou com alteração de consciência, a orientação é acionar o atendimento de urgência. O Hospital Mãe de Deus conta com especialistas em cardiologia e neurologia preparados para avaliação imediata 24h por dia. Em caso de qualquer suspeita busque atendimento imediato.
No hospital, a equipe avalia os sinais clínicos, o histórico do paciente, o horário de início dos sintomas e fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, arritmias e histórico familiar.
Conforme o caso, podem ser solicitados exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, além de exames laboratoriais e avaliação neurológica. Esses recursos ajudam a diferenciar o tipo de AVC e outras condições que podem causar sintomas semelhantes.
O tratamento depende do tipo de AVC, do tempo de início dos sintomas, das condições clínicas do paciente e dos achados dos exames. Por isso, a avaliação precisa ser individualizada.
Alguns tratamentos só são possíveis se administrados em poucas horas do início dos sintomas, por isso buscar avaliação assim que notados os sintomas é fundamental.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2021 o AVC foi a terceira principal causa de morte e incapacidade em todo o mundo, com uma estimativa de 93,8 milhões de casos. Nem todos os casos de AVC podem ser evitados, mas alguns cuidados ajudam a reduzir riscos cardiovasculares e neurológicos. Entre eles estão controlar a pressão arterial, acompanhar diabetes e colesterol, não fumar, praticar atividade física conforme orientação médica, manter alimentação equilibrada e investigar arritmias ou palpitações.
Pessoas com histórico familiar, hipertensão, doenças cardíacas ou episódios anteriores de sintomas neurológicos devem manter acompanhamento regular. A prevenção não substitui a urgência diante de sintomas, mas contribui para uma rotina de cuidado mais segura.
O acompanhamento regular é uma forma de transformar prevenção em cuidado concreto. Para quem tem histórico familiar, hipertensão, diabetes, colesterol alto, doenças cardíacas ou arritmias, a consulta médica ajuda a avaliar fatores de risco e orientar os próximos passos com segurança. O Hospital Mãe de Deus conta com especialistas em neurologia, cardiologia e outras áreas relacionadas ao cuidado cardiovascular e neurológico. Para situações agudas, a emergência deve ser procurada imediatamente; para prevenção e acompanhamento, agende uma consulta preventiva no Hospital Mãe de Deus.
Aviso importante: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial por um médico.
Revisão técnica:
Nome: Felipe Vencato da Silva
CRM: 41853
Cargo: Neurologista e plantonista da Emergência Cardioneurológica do Hospital Mãe de Deus
Data de atualização: 02/07/2026
Os sintomas do AVC incluem boca torta, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração na visão, tontura, perda de equilíbrio, confusão mental e dor de cabeça súbita e intensa. Se surgirem de repente, procure emergência.
Os principais sinais de alerta são alterações súbitas na fala, força, sensibilidade, visão, equilíbrio ou consciência. Boca torta, fala enrolada e fraqueza em um lado do corpo estão entre os sintomas mais conhecidos.
Observe se há rosto assimétrico, dificuldade para levantar um dos braços ou fala diferente do normal. Se qualquer alteração surgir de repente, ligue 192 ou procure atendimento de emergência.
Sim. Alguns sintomas podem ser passageiros, mas isso não significa que sejam leves ou seguros. Alterações súbitas, mesmo quando melhoram, devem ser avaliadas por um serviço de saúde.
Em caso de suspeita de AVC em Porto Alegre, acione o SAMU pelo 192 ou procure uma emergência. O Hospital Mãe de Deus conta com Emergência Cardioneurológica na Rua José de Alencar, 286, Acesso 3.
Sim. A Emergência Cardioneurológica do Hospital Mãe de Deus conta com atendimento para condições neurológicas agudas, incluindo AVC isquêmico e hemorrágico, conforme informações institucionais do hospital.