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12/06/2026

Doenças que o cigarro causa: impactos no coração, pulmão e risco de câncer

Por: Samanta Madeira De Oliveira

O tabagismo está associado a uma série de doenças. Ao contrário do que muita gente pensa, fumar afeta muito mais do que os pulmões. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco mata mais de 7 milhões de pessoas por ano.

Entre as principais doenças que o cigarro causa estão problemas cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e diferentes tipos de câncer. Isso acontece porque a fumaça do tabaco reúne substâncias tóxicas capazes de prejudicar vasos sanguíneos, reduzir a oxigenação, irritar vias respiratórias e aumentar processos inflamatórios no organismo.

A dúvida sobre doenças causadas pelo cigarro costuma surgir quando a pessoa fuma, já fumou por muitos anos, convive com fumantes ou percebe sintomas como falta de ar, tosse persistente, cansaço fora do habitual, palpitações ou dor no peito. Nesses casos, a informação é importante, mas não substitui uma avaliação médica individual.

Neste artigo, você vai entender como o tabagismo pode impactar coração, pulmões e risco de câncer, quando procurar atendimento e quais exames podem ser considerados pelo médico conforme o histórico de cada paciente.

Quais doenças que o cigarro causa?

As doenças que o cigarro causa podem atingir diferentes partes do corpo. Embora o pulmão seja o órgão mais lembrado, o tabagismo também tem forte relação com doenças cardiovasculares, alterações nos vasos sanguíneos e vários tipos de câncer.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo tem relação com diversos tipos de câncer e é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão. Além disso, a exposição ao tabaco também está associada a doenças crônicas que afetam a respiração e a circulação.

Entre as principais condições associadas ao cigarro, estão:

  • infarto agudo do miocárdio

  • angina e outras doenças coronarianas

  • acidente vascular cerebral, conhecido como AVC

  • doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC

  • bronquite crônica e enfisema pulmonar

  • câncer de pulmão

  • câncer de boca, laringe, faringe, esôfago, bexiga, pâncreas, fígado e outros órgãos

  • piora de doenças respiratórias já existentes

  • maior risco de complicações vasculares

Esse risco não é igual para todas as pessoas. Ele depende de fatores como idade, tempo de exposição ao cigarro, quantidade fumada, presença de pressão alta, colesterol elevado, diabetes, histórico familiar, sedentarismo e outros hábitos de vida.

 

Médica conversa com paciente em consultório durante orientação de saúde, com estetoscópio, anotações e materiais sobre a mesa, ilustrando artigo sobre doenças que o cigarro causa

A avaliação médica é essencial para entender os riscos individuais do tabagismo e definir quais cuidados ou exames podem ser necessários

Cigarro causa infarto? Entenda o risco para o coração

Sim, o cigarro causa infarto porque contribui para alterações que prejudicam diretamente o sistema cardiovascular. A nicotina, o monóxido de carbono e outras substâncias presentes na fumaça do cigarro podem afetar a circulação, aumentar a sobrecarga do coração e favorecer lesões nos vasos sanguíneos.

Na prática, isso significa que o coração pode trabalhar em condições menos favoráveis. O sangue pode transportar menos oxigênio, as artérias podem sofrer agressões constantes e o organismo pode ficar mais propenso à formação de placas e eventos cardiovasculares.

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) também relaciona o tabagismo a ataques cardíacos, destacando que a nicotina acelera o ritmo cardíaco e pode contribuir para o bloqueio das artérias.

Por isso, pessoas que fumam ou fumaram por muitos anos devem ter atenção redobrada a sintomas como dor ou aperto no peito, falta de ar, suor frio, tontura, palpitações, cansaço intenso ou desconforto que irradia para braço, costas, mandíbula ou estômago.

Cigarro entope as veias do coração?

A expressão “cigarro entope as veias do coração” é uma forma popular de explicar um processo mais complexo. O cigarro não “entope” uma artéria de uma hora para outra, mas pode contribuir para danos progressivos nos vasos sanguíneos e favorecer a formação de placas nas artérias.

Com o passar do tempo, esse processo pode dificultar a passagem do sangue e aumentar o risco de angina, infarto e outras doenças cardiovasculares. Esse risco costuma ser maior quando o tabagismo está associado a pressão alta, colesterol elevado, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença cardíaca ou sedentarismo.

Por isso, mesmo quem não apresenta sintomas deve conversar com um médico sobre a necessidade de avaliação preventiva. Em muitos casos, o acompanhamento ajuda a identificar fatores de risco antes que eles provoquem complicações.

Doença pulmonar causada pelo tabaco: o que pode acontecer com os pulmões

A doença pulmonar causada pelo tabaco mais lembrada é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Ela engloba quadros como bronquite crônica e enfisema pulmonar, que podem causar falta de ar, chiado, tosse persistente, catarro e limitação progressiva para atividades do dia a dia.

A DPOC é uma doença potencialmente incapacitante, caracterizada por perda progressiva da função pulmonar, e em grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo.

O cigarro também reduz mecanismos naturais de defesa das vias respiratórias. Com isso, pessoas fumantes podem ter mais irritação, piora de sintomas respiratórios e maior vulnerabilidade a infecções, especialmente quando já existe doença pulmonar prévia.

É importante observar sintomas persistentes. Tosse que não melhora, falta de ar aos esforços, chiado no peito, catarro frequente ou redução da capacidade física merecem avaliação médica, principalmente em pessoas com histórico de tabagismo.

Médico ao fundo segura cigarros com uma das mãos ao lado de modelo anatômico do sistema respiratório em primeiro plano, ilustrando artigo sobre doenças que o cigarro causa

Entender os impactos do tabagismo ajuda a reconhecer riscos respiratórios e buscar avaliação médica antes que sintomas persistentes sejam ignorados

 

Tabagismo e câncer: por que o cigarro aumenta o risco?

O cigarro contém substâncias químicas capazes de danificar células e favorecer alterações relacionadas ao desenvolvimento de tumores. Por isso, o tabagismo é um dos principais fatores de risco evitáveis para câncer, especialmente o câncer de pulmão.

Além do pulmão, o tabaco também tem relação com tumores em boca, lábios, língua, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rins, bexiga e colo do útero, entre outros. O risco varia conforme tempo de exposição, quantidade fumada, fatores genéticos, hábitos associados e presença de outras condições de saúde.

O INCA destaca que o tabagismo ativo e passivo são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Já a OMS reforça que a fumaça passiva também pode provocar doenças cardiovasculares e respiratórias graves em adultos, incluindo doença coronariana e câncer de pulmão.

Isso significa que não apenas quem fuma está exposto. Pessoas que convivem frequentemente com a fumaça do cigarro também podem ter riscos aumentados, especialmente em ambientes fechados.

E o cigarro eletrônico ou vape? Também oferece riscos?

O cigarro eletrônico, também conhecido como vape, não deve ser tratado como alternativa segura. Embora muitas pessoas associem esses dispositivos a uma versão “menos nociva” do cigarro comum, eles também podem expor o organismo à nicotina e a substâncias tóxicas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que os cigarros eletrônicos estão relacionados a riscos como doenças pulmonares, problemas cardiovasculares, exposição a substâncias tóxicas e dependência de nicotina. O órgão também ressalta que nem todos os riscos são conhecidos, pois novas evidências continuam surgindo.

Por isso, quem usa cigarro eletrônico e apresenta falta de ar, tosse, dor no peito, palpitações ou piora da capacidade física também deve procurar orientação médica. A avaliação é importante para entender sintomas, histórico de exposição e possíveis impactos à saúde.

Quando procurar avaliação médica?

A avaliação médica é recomendada para pessoas que fumam, fumaram por muitos anos ou convivem com sintomas persistentes. Mesmo quando não há queixa evidente, o acompanhamento pode ajudar a identificar fatores de risco cardiovasculares, respiratórios e oncológicos.

Procure avaliação se você apresenta:

  • falta de ar

  • tosse persistente

  • chiado no peito

  • cansaço fora do habitual

  • dor ou aperto no peito

  • palpitações

  • tontura ou desmaios

  • perda de peso sem explicação

  • histórico familiar de doença cardíaca ou câncer

  • tabagismo atual ou passado por muitos anos

Alguns sinais exigem atendimento imediato. Dor no peito intensa, falta de ar importante, desmaio, confusão mental, fraqueza em um lado do corpo, alteração súbita na fala ou perda de força podem indicar situações de urgência e devem ser avaliados rapidamente.

Quais exames podem ser solicitados para quem fuma ou fumou?

Não existe uma lista única de exames para todas as pessoas que fumam ou fumaram. A avaliação médica deve ser individualizada e considerar idade, sintomas, carga tabágica, tempo desde a cessação do tabagismo, antecedentes familiares, doenças associadas e presença de fatores de risco.

Em uma investigação preventiva ou diagnóstica, o médico pode considerar exames laboratoriais, aferição de pressão arterial, eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter, MAPA, exames de imagem, espirometria e avaliação pulmonar, entre outros. O objetivo é compreender o risco individual e definir a melhor estratégia de acompanhamento.

No contexto respiratório, a avaliação pode incluir exames como espirometria, radiografia de tórax e tomografia computadorizada, conforme a indicação médica. Para pacientes tabagistas ou ex-tabagistas com maior risco para câncer de pulmão, a tomografia de tórax de baixa dose passou a ter papel importante no rastreamento da doença. Esse avanço foi consolidado a partir de estudos como o National Lung Screening Trial, que demonstrou redução da mortalidade por câncer de pulmão em indivíduos de alto risco avaliados com tomografia de baixa dose, em comparação com radiografia de tórax. Posteriormente, o estudo NELSON reforçou o benefício do rastreamento com tomografia em populações selecionadas de alto risco.

De forma geral, o rastreamento do câncer de pulmão pode ser considerado para pessoas entre 50 e 80 anos, tabagistas ou ex-tabagistas, com carga tabágica significativa - geralmente a partir de 20 maços por ano - por meio de tomografia de tórax de baixa dose. A indicação deve ser discutida em consulta médica, considerando benefícios, riscos, tempo desde a interrupção do tabagismo e condições clínicas individuais.

A Cardiologia do Hospital Mãe de Deus oferece acompanhamento clínico, avaliação preventiva, check-up cardiovascular e exames cardiológicos para investigação diagnóstica. A Pneumologia também conta com consultas especializadas e exames diagnósticos, como espirometria, radiografia de tórax e tomografia computadorizada, conforme indicação médica.

Para quem busca uma avaliação mais organizada, o Check-up do Hospital Mãe de Deus concentra avaliações e exames em um só dia e local, com o objetivo de oferecer um panorama geral da saúde do paciente.

Como reduzir os riscos associados ao tabagismo?

Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir riscos associados ao tabagismo. Ainda assim, esse processo pode ser difícil, porque envolve dependência química, hábitos comportamentais e fatores emocionais.

O ideal é buscar apoio profissional. A cessação do tabagismo pode envolver aconselhamento, acompanhamento clínico, estratégias comportamentais e, quando indicado, uso de medicamentos. O Programa Nacional de Controle do Tabagismo tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a morbimortalidade relacionada ao consumo de produtos derivados do tabaco no Brasil.

Além de parar de fumar, outras medidas ajudam a proteger a saúde: controlar pressão arterial, colesterol e glicemia; manter atividade física conforme orientação médica; cuidar da alimentação; dormir bem; reduzir exposição ao fumo passivo; e manter consultas e exames em dia.

Avaliação preventiva em Porto Alegre: quando considerar o Hospital Mãe de Deus

Para quem vive em Porto Alegre e tem uma rotina intensa, adiar cuidados de saúde pode parecer mais simples no curto prazo. No entanto, pessoas com histórico de tabagismo se beneficiam de uma avaliação organizada, especialmente quando há sintomas respiratórios, sinais cardiovasculares ou fatores de risco associados.

O Hospital Mãe de Deus reúne estrutura hospitalar, especialidades médicas, Centro de Diagnóstico, Check-up, Cardiologia, Pneumologia e Centro Integrado de Oncologia em Porto Alegre, o que pode facilitar a jornada de cuidado conforme a necessidade de cada paciente. A escolha por uma avaliação médica não significa que exista uma doença já instalada. Muitas vezes, é justamente o acompanhamento preventivo que ajuda a entender riscos, ajustar hábitos e definir quais exames fazem sentido para cada momento.

Cuide da sua saúde com avaliação médica no HMD

Entender as doenças que o cigarro causa é um passo importante para tomar decisões mais seguras sobre a própria saúde. No entanto, apenas uma avaliação médica pode considerar seu histórico, sintomas, fatores de risco e necessidade de exames.

Se você fuma, fumou por muitos anos ou apresenta sintomas como falta de ar, tosse persistente, dor no peito, palpitações ou cansaço fora do habitual, agende uma avaliação no Hospital Mãe de Deus. O cuidado preventivo pode ajudar a organizar sua jornada de saúde com mais segurança, clareza e acompanhamento especializado.

 

Aviso importante: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial por um médico.

 

Revisão técnica: 

Nome: Dra. Samanta Madeira de Oliveira
Especialidade: Pneumologia
CRM: 31788
Cargo: Coordenadora do Serviço de Pneumologia do Hospital Mãe de Deus
Data de atualização: 12/06/2026

 

FAQ: Perguntas frequentes sobre as doenças que o cigarro causa

 

Quais são as principais doenças que o cigarro causa?

O cigarro está associado a doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, doenças pulmonares, como DPOC, bronquite crônica e enfisema, além de diferentes tipos de câncer. Também pode afetar vasos sanguíneos, saúde bucal, sistema digestivo e outros órgãos.

Cigarro causa infarto?

Sim. O cigarro aumenta o risco de infarto porque agride vasos sanguíneos, interfere na oxigenação e contribui para alterações cardiovasculares. Esse risco pode ser ainda maior em pessoas com pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou histórico familiar de doença cardíaca.

Cigarro entope as veias do coração?

O cigarro pode contribuir para lesões nos vasos e favorecer a formação de placas nas artérias. Com o tempo, isso pode dificultar a circulação do sangue e aumentar o risco de angina, infarto e outras doenças cardiovasculares.

Qual doença pulmonar causada pelo tabaco é mais comum?

A DPOC é uma das principais doenças pulmonares associadas ao tabagismo. Ela inclui bronquite crônica e enfisema pulmonar, podendo causar tosse persistente, falta de ar, chiado e limitação progressiva para atividades diárias.

Onde fazer avaliação dos riscos do tabagismo em Porto Alegre?

Em Porto Alegre, pessoas que fumam ou fumaram podem buscar avaliação em serviços com cardiologia, pneumologia, exames diagnósticos e check-up. O Hospital Mãe de Deus conta com estrutura para avaliação médica e exames conforme indicação profissional. A equipe de Pneumologia atende tanto no Ambulatório de Especialidades Mãe 360, como no Centro Integrado de Oncologia com uma visão voltada para o tratamento individualizado da cessação do tabagismo.

O Hospital Mãe de Deus realiza exames para fumantes em Porto Alegre?

O HMD realiza consultas e exames que podem fazer parte da avaliação médica de pessoas com fatores de risco relacionados ao tabagismo, incluindo exames de imagem (como a tomografia de tórax), exames cardiológicos (como eletrocardiograma, ecocardiograma, Teste Ergométrico, cateterismo cardíaco). Sendo, inicialmente, realizadas consultas médicas especializadas com pneumologista e cardiologista e, após, são indicados os exames necessários conforme a avaliação da equipe médica.