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27/08/2026

Diabetes: sintomas, sinais de alerta e exames para acompanhamento

Por: Gustavo da Fonseca Cipriani

 

O diabetes é uma doença que ocorre quando o organismo produz insulina em quantidade insuficiente ou não consegue utilizá-la adequadamente. Segundo o Ministério da Saúde, esse hormônio é responsável por regular a glicose no sangue e permitir que ela seja aproveitada como fonte de energia.

Sede excessiva, vontade frequente de urinar, aumento da fome, cansaço, perda de peso sem explicação e visão embaçada estão entre os sintomas de diabetes mais conhecidos. Entretanto, esses sinais também podem estar relacionados a outras condições e, isoladamente, não confirmam o diagnóstico.

Além disso, o diabetes tipo 2 pode evoluir sem manifestações perceptíveis. Portanto, a ausência de sintomas não exclui a condição. A investigação combina avaliação clínica e exames laboratoriais, enquanto sinais intensos ou uma piora súbita podem exigir atendimento imediato.

 

Quais são os principais sintomas de diabetes?

Os principais sintomas de diabetes incluem sede excessiva, aumento da frequência urinária, fome aumentada, fadiga, perda de peso involuntária e visão embaçada. Também podem ocorrer infecções recorrentes e feridas com cicatrização lenta. Ainda assim, a presença de um ou mais sinais não permite concluir que a pessoa tenha diabetes.

 

Entre as manifestações que merecem atenção estão:

 

  • sede excessiva, conhecida como polidipsia

  • vontade frequente de urinar, chamada de poliúria

  • aumento da fome

  • cansaço ou fraqueza

  • perda de peso sem uma causa aparente

  • visão embaçada

  • feridas que demoram a cicatrizar

  • infecções recorrentes

Esses sintomas podem aparecer quando a glicose permanece elevada no sangue, situação chamada de hiperglicemia. Porém, outras condições também causam manifestações semelhantes. Por isso, listas de sintomas não substituem exames nem avaliação médica.

 

Existe um primeiro sinal de diabetes?

Não existe um primeiro sinal universal. Algumas pessoas percebem inicialmente sede ou aumento da urina, enquanto outras notam cansaço, emagrecimento ou alteração visual. Também há quem não apresente qualquer manifestação perceptível.

A forma de início depende do tipo de diabetes, do nível de glicose e das condições individuais. Portanto, observe a persistência ou a combinação dos sintomas, em vez de esperar um sinal específico.

 

O que a pessoa pode sentir quando a glicose está alta?

Os sintomas de glicemia alta podem incluir sede intensa, urina em maior quantidade ou frequência, fadiga, visão embaçada, mal-estar e desidratação. Quando a elevação é importante, podem surgir náuseas, vômitos, dor abdominal, sonolência ou respiração rápida e profunda.

Entretanto, nem toda elevação da glicose provoca sintomas, e sentir sede ou cansaço não significa necessariamente hiperglicemia. A confirmação depende de medição adequada e interpretação profissional.

 

Diabetes tipo 2 pode não causar sintomas?

Sim. O diabetes tipo 2 frequentemente se desenvolve de maneira gradual, e seus sintomas podem ser leves ou levar anos para serem percebidos. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), os sintomas do diabetes tipo 2 podem ser leves e podem levar vários anos para serem notados.

O pré-diabetes também costuma passar despercebido. Por isso, pessoas com indicação de rastreamento podem precisar de exames mesmo quando se sentem bem.

 

Os sintomas de diabetes tipo 1 e tipo 2 são iguais?

Os dois tipos podem provocar sintomas semelhantes. No diabetes tipo 1, eles podem surgir de maneira mais rápida e intensa. Já no tipo 2, o desenvolvimento tende a ser gradual e, muitas vezes, silencioso. Essa distinção não deve ser feita apenas pelos sintomas.

 

Médico faz exame rápido de sangue no dedo do paciente durante consulta para avaliar possíveis sintomas de diabetes
O teste de glicemia no consultório é um passo fundamental para o diagnóstico e acompanhamento. Ao notar possíveis sintomas de diabetes, não deixe de procurar orientação médica

 

Como saber se os sintomas podem estar relacionados ao diabetes?

Não é possível confirmar diabetes apenas pelos sintomas. A investigação considera o histórico clínico, os fatores de risco, os medicamentos utilizados, o exame físico e os resultados de testes laboratoriais.

Uma medição capilar isolada pode indicar a necessidade de avaliação, mas não deve ser interpretada como diagnóstico definitivo. O profissional decide se o exame precisa ser repetido.

 

Quando agendar uma avaliação médica?

Vale agendar uma consulta quando os sintomas persistem, aparecem em conjunto ou são diferentes do habitual. A avaliação também é indicada diante de resultado laboratorial alterado, histórico familiar ou fatores de risco para diabetes.

Antes da consulta, anote quando os sinais começaram, reúna exames anteriores e registre os medicamentos em uso. Isso ajuda a organizar a investigação.

 

Quando os sintomas de diabetes podem indicar uma emergência?

Procure atendimento imediato quando houver alteração importante do estado geral, especialmente em uma pessoa com diabetes conhecido.

 

Sinais de alerta incluem:

 

  • confusão, desorientação ou alteração da consciência

  • desmaio ou dificuldade para despertar

  • sonolência intensa

  • vômitos persistentes

  • dor abdominal intensa

  • respiração rápida, profunda ou dificuldade para respirar

  • sinais de desidratação importante

  • convulsões

  • piora súbita do estado geral

Essas manifestações podem ocorrer em complicações agudas da glicose e não devem aguardar consulta programada. Sintomas leves e isolados, por outro lado, não significam necessariamente emergência.

 

Quem deve investigar diabetes mesmo sem sintomas?

O rastreamento pode ser indicado de acordo com a idade e o perfil de risco. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda investigação universal a partir dos 35 anos, inicialmente com glicemia de jejum e/ou hemoglobina glicada. Antes dessa idade, a avaliação pode ser considerada quando há fatores de risco.

 

Quais fatores aumentam a necessidade de investigação?

 

A necessidade de realizar exames pode ser maior diante de:

 

  • sobrepeso ou obesidade

  • histórico familiar de diabetes

  • pressão alta

  • alterações no colesterol ou nos triglicerídeos

  • sedentarismo

  • diabetes gestacional prévio

  • doença cardiovascular

  • exames anteriores compatíveis com pré-diabetes

A indicação e a periodicidade devem ser individualizadas. Pessoas sem histórico familiar também podem desenvolver diabetes.

 

Quais exames ajudam no diagnóstico do diabetes?

Os exames mais usados na investigação são glicemia de jejum, hemoglobina glicada e teste oral de tolerância à glicose. A escolha depende da situação clínica, e os resultados precisam ser analisados em conjunto por um profissional.

 

Glicemia de jejum

A glicemia de jejum mede a quantidade de glicose no sangue após um período sem ingestão de alimentos. Ela pode ser solicitada para rastreamento ou investigação diagnóstica.

Confirme o tempo de jejum e o preparo antes da coleta. Não suspenda medicamentos por conta própria.

 

Hemoglobina glicada

A hemoglobina glicada, também chamada de HbA1c, ajuda a estimar a exposição média do organismo à glicose nos meses anteriores. Em geral, não exige jejum, mas essa orientação deve ser confirmada com o laboratório.

Algumas condições podem interferir no resultado. Por isso, o valor não deve ser interpretado isoladamente.

 

Teste oral de tolerância à glicose

Nesse exame, a pessoa ingere uma solução com quantidade definida de glicose, e amostras de sangue são coletadas em momentos determinados. O objetivo é observar como o organismo responde à sobrecarga.

O teste exige preparo e permanência no laboratório. Confirme previamente o tempo necessário e as instruções.

 

Um único exame alterado confirma diabetes?

Nem sempre. Quando apenas um teste aparece alterado, pode ser necessário repeti-lo para confirmação. Em outras situações, o médico pode combinar exames ou considerar a presença de sintomas típicos.

A Sociedade Brasileira de Diabetes orienta que um exame isoladamente alterado seja repetido, conforme o contexto clínico.

 

Quais exames e avaliações são importantes no acompanhamento?

Depois do diagnóstico, o acompanhamento não se limita à glicose. Ele pode incluir avaliações cardiovasculares, renais, oculares e neurológicas, conforme as necessidades individuais.

 

Avaliação do controle da glicose

Hemoglobina glicada, glicemias e, em casos selecionados, monitorização contínua ajudam a avaliar o controle glicêmico. A frequência e as metas são individualizadas; portanto, os resultados não devem ser usados para alterar medicamentos ou insulina sem orientação.

 

Avaliação cardiovascular

Pressão arterial, colesterol e triglicerídeos podem fazer parte do acompanhamento do risco cardiovascular. O profissional define os exames e a frequência.

 

Avaliação da função dos rins

Creatinina, taxa de filtração glomerular estimada e relação albumina/creatinina na urina podem ser utilizados para avaliar a função renal. Esses exames oferecem informações diferentes e, por isso, podem ser analisados em conjunto.

 

Avaliação dos olhos, pés e nervos

O plano de acompanhamento também pode incluir exame dos olhos, avaliação dos pés e investigação de formigamento, dormência ou perda de sensibilidade. A periodicidade depende das necessidades de cada pessoa.

 

Como se preparar para a consulta e para os exames?

 

Uma preparação simples ajuda a tornar a avaliação mais objetiva:

 

  • reúna resultados anteriores

  • anote os sintomas e quando começaram

  • leve a lista de medicamentos e suplementos em uso

  • informe o histórico familiar

  • confirme se o exame exige jejum

  • siga as orientações específicas do laboratório

  • não interrompa medicamentos sem orientação

Verifique antecipadamente quais exames foram solicitados, quanto tempo cada etapa pode levar e quais documentos são necessários.

 

Profissional de saúde de jaleco analisando documentos em laboratório, em estudo relacionado a diabetes sintomas e acompanhamento da saúde.
O acompanhamento adequado é essencial para identificar sinais de alerta e manter o diabetes sob controle. Conhecer os sintomas e realizar os exames recomendados ajuda a cuidar da saúde de forma preventiva.

 

Qual médico procurar para investigar ou acompanhar o diabetes?

O clínico geral, o médico de família ou o endocrinologista podem iniciar a investigação. O endocrinologista é o especialista que avalia alterações hormonais e metabólicas, incluindo diabetes.

Conforme as necessidades, o cuidado também pode envolver outras especialidades. O Hospital Mãe de Deus dispõe de Endocrinologia e Metabologia integrada às equipes assistenciais. Agende sua consulta.

 

Onde fazer exames para diabetes em Porto Alegre?

O Hospital Mãe de Deus dispõe de exames laboratoriais em Porto Alegre. Antes da coleta, consulte os canais oficiais para confirmar a unidade, o horário, a necessidade de agendamento, o preparo e a documentação exigida. Leve os resultados para avaliação médica, pois a interpretação depende do histórico, dos sintomas e de outros exames.

 

 Revisão técnica: 

Nome: Gustavo da Fonseca Cipriani
Especialidade: 35708
CRM: Endocrinologia
Cargo: Coordenador do serviço de endocrinologia do Hospital Mãe de Deus
Data de atualização: 27/08/2026

 

FAQ: Perguntas frequentes sobre sintomas de diabetes

 

Quais são os primeiros sintomas de diabetes?

Sede excessiva, vontade frequente de urinar, fome, cansaço, perda de peso e visão embaçada podem aparecer. Porém, não existe um primeiro sintoma igual para todas as pessoas.

 

É possível ter diabetes sem sintomas?

Sim. O diabetes tipo 2 e o pré-diabetes podem permanecer sem manifestações perceptíveis por bastante tempo.

 

Qual exame detecta diabetes?

Glicemia de jejum, hemoglobina glicada e teste oral de tolerância à glicose estão entre os exames utilizados. A escolha depende da avaliação clínica.

 

Qual é a diferença entre glicemia de jejum e hemoglobina glicada?

A glicemia de jejum mostra a glicose no momento da coleta, após o preparo indicado. Já a hemoglobina glicada estima a exposição média à glicose nos meses anteriores.

 

A hemoglobina glicada precisa de jejum?

Em geral, não. Ainda assim, confirme a orientação com o laboratório, principalmente quando houver outros exames na mesma coleta.

 

Um único exame alterado confirma diabetes?

Nem sempre. Dependendo do resultado e do quadro clínico, pode ser necessário repetir ou combinar exames.

 

Quem deve investigar diabetes mesmo sem sintomas?

Pessoas a partir da faixa etária recomendada para rastreamento ou com fatores de risco devem conversar com um profissional sobre a realização de exames.

 

Quais exames são importantes no acompanhamento?

Podem ser considerados hemoglobina glicada, glicemias, perfil lipídico, avaliação da função renal, pressão arterial e exames dos olhos e dos pés, conforme indicação individual.

 

Quando os sintomas podem indicar uma emergência?

Confusão, desmaio, convulsão, vômitos persistentes, respiração alterada, desidratação importante ou piora súbita exigem atendimento imediato.

 

Onde fazer exames para diabetes em Porto Alegre?

O Hospital Mãe de Deus realiza exames laboratoriais em Porto Alegre. Confirme previamente o agendamento, a unidade e as orientações de preparo.