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09/10/2026

Osteoporose: sintomas, quando investigar e como prevenir fraturas

Por: Paulo Roberto Mattos Dias

 

Um dos perigos da osteoporose é que seus sintomas geralmente não aparecem nas fases iniciais da doença. A perda de massa e de resistência dos ossos pode avançar sem sinais evidentes e, em alguns casos, a condição só é identificada depois de uma fratura provocada por uma queda ou outro impacto de baixa intensidade.

Por ser uma doença frequentemente silenciosa, a investigação não deve depender apenas da presença de dor. Idade, menopausa, histórico de fraturas, doenças e uso prolongado de determinados medicamentos são alguns dos fatores que ajudam o profissional de saúde a avaliar a necessidade de exames.

A seguir, saiba quando investigar a osteoporose, como funciona a densitometria óssea e quais cuidados podem contribuir para reduzir o risco de quedas e fraturas.

 

O que é osteoporose e por que ela costuma ser silenciosa?

A osteoporose é uma doença que reduz a massa óssea e altera a estrutura interna dos ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas. A Sociedade Brasileira de Reumatologia destaca que a osteoporose pode atingir todos os ossos do corpo, mas coluna, quadril, punho e parte superior do braço estão entre os locais mais frequentemente atingidos por fraturas causadas pela fragilidade.

Os ossos são tecidos vivos e passam continuamente por processos de formação e renovação. Com o envelhecimento, sobretudo após a menopausa, a perda óssea pode se tornar maior do que a reposição. Como essa mudança não costuma provocar uma sensação específica, a pessoa pode ter osteoporose sem perceber.

É importante destacar que osteopenia e osteoporose não são sinônimos. Osteopenia, também chamada de baixa massa óssea, indica que a densidade está abaixo do esperado, mas ainda não alcança o critério densitométrico de osteoporose. Além disso, ter osteopenia não significa necessariamente apresentar alto risco de fratura. O resultado precisa ser interpretado junto com os demais fatores clínicos.

 

Quais são os possíveis sintomas da osteoporose?

A osteoporose geralmente não causa sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem manifestações, muitas vezes elas estão relacionadas a uma fratura já ocorrida, especialmente na coluna.

Sinais que merecem avaliação incluem:

  • Dor súbita ou persistente nas costas, principalmente quando começa sem explicação clara ou após um esforço leve.

  • Redução perceptível da altura.

  • Postura progressivamente mais encurvada.

  • Dificuldade para se movimentar ou realizar atividades habituais.

  • Fratura após uma queda da própria altura ou outro trauma de baixa intensidade.

Esses sinais não confirmam osteoporose. Dor nas costas, nos ossos ou nas pernas, por exemplo, pode ter origem muscular, articular, neurológica ou em outras condições. A intensidade, a duração, a presença de trauma e os sintomas associados ajudam o profissional de saúde a definir a investigação necessária.

 

Quem tem maior risco de desenvolver osteoporose e fraturas?

O risco aumenta com a idade, mas a osteoporose não faz parte obrigatória do envelhecimento e pode afetar homens e mulheres. Entretanto, as mulheres após a menopausa merecem atenção especial, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, por causa da redução do estrogênio, hormônio que participa da manutenção da massa óssea.

Outros fatores que podem aumentar o risco incluem:

  • Fratura anterior causada por trauma leve.

  • Histórico de fratura de quadril em pai ou mãe.

  • Baixo peso corporal.

  • Menopausa precoce.

  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool.

  • Pouca atividade física.

  • Alimentação insuficiente em nutrientes importantes para os ossos.

  • Uso prolongado de glicocorticoides e de outros medicamentos associados à perda óssea.

  • Artrite reumatoide, doenças hormonais, problemas de absorção intestinal e outras condições que afetam o metabolismo ósseo.

  • Maior propensão a quedas.

A presença de um fator isolado não significa que a pessoa tenha a doença. Entretanto, a combinação de riscos pode justificar uma avaliação antes das idades habitualmente usadas para rastreamento.

 

Osteoporose: quando investigar?

De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose do Ministério da Saúde, a avaliação da densidade mineral óssea é indicada, de forma geral, para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70. A investigação pode ser necessária antes quando há baixo peso, fratura prévia, uso de medicamentos ou doenças que afetam a saúde óssea.

Também é importante procurar avaliação depois de uma fratura por fragilidade. Esse termo descreve uma fratura causada por uma força que normalmente não quebraria um osso saudável, como uma queda da própria altura. Segundo a Organização Mundial da Saúde, coluna, quadril, punho e parte superior do braço estão entre os locais mais comuns.

A investigação pode começar com um médico de confiança, geriatra, clínico, reumatologista ou endocrinologista, conforme o histórico da pessoa. A Traumatologia e Ortopedia tem papel especialmente importante quando já houve queda, fratura, trauma ou perda de função.

 

Qual exame detecta osteoporose?

A densitometria óssea, disponível no Hospital Mãe de Deus, é o principal exame usado para medir a densidade mineral óssea. Em geral, são avaliadas regiões como a coluna lombar e o quadril, áreas importantes para estimar fragilidade e risco de fraturas.

Um dos dados apresentados no laudo é o T-score, que compara a densidade óssea do paciente com uma população adulta jovem de referência. Esse número não deve ser interpretado sozinho. O histórico de fraturas, o risco de quedas, a idade, as doenças existentes e os medicamentos em uso também participam da avaliação.

Em algumas situações, o médico pode solicitar radiografias para pesquisar fraturas vertebrais ou exames laboratoriais para investigar causas secundárias de perda óssea. Portanto, a densitometria é uma parte importante do diagnóstico, mas não substitui a avaliação clínica.

A frequência de repetição também não é igual para todos. Ela depende do resultado anterior, da evolução dos fatores de risco, do uso de determinados medicamentos e da necessidade de acompanhar um tratamento.

 

Paciente deitado em aparelho de tomografia enquanto monitores exibem as imagens do exame, ilustrando a investigação de osteoporose sintomas e do risco de fraturas
Exames de imagem ajudam a investigar a perda de massa óssea e a reduzir o risco de fraturas.

 

Prevenção, diagnóstico e tratamento não são a mesma coisa

A prevenção da osteoporose envolve hábitos que ajudam a preservar a saúde óssea e diminuir a possibilidade de quedas. Já o diagnóstico combina informações clínicas, histórico de fraturas e resultados de exames. O tratamento é definido após essa avaliação e pode reunir mudanças de hábitos, cuidados nutricionais e medicamentos, quando indicados.

Essa diferença é importante porque uma orientação preventiva adequada à população geral não substitui o plano individual de quem já apresenta osteoporose ou uma fratura por fragilidade.

 

Como reduzir o risco de osteoporose e fraturas?

Algumas medidas contribuem para a saúde dos ossos, dos músculos e do equilíbrio. Elas reduzem riscos, mas não garantem que uma queda ou fratura nunca ocorrerá.

 

Mantenha uma alimentação variada

Uma alimentação equilibrada deve oferecer proteínas, cálcio, vitamina D e outros nutrientes importantes. Leite e derivados, vegetais verde-escuros e alimentos fortificados podem fazer parte das fontes de cálcio, conforme as necessidades e restrições de cada pessoa.

Suplementos de cálcio ou vitamina D não devem ser usados por conta própria. A necessidade depende da alimentação, de exames, de doenças associadas e de medicamentos já utilizados. Também é importante acompanhar os níveis de vitamina D com o médico, pois ela participa da absorção intestinal do cálcio. Quando há excesso da vitamina, essa absorção pode ocorrer de forma exagerada, levando ao aumento dos níveis de cálcio no sangue.

 

Pratique exercícios adequados ao seu estado de saúde

Atividades que envolvem sustentação do peso corporal, fortalecimento muscular e treino de equilíbrio podem ajudar a manter a capacidade física e reduzir o risco de quedas. Caminhada, musculação e exercícios funcionais são exemplos possíveis, mas precisam ser adaptados.

Pessoas com diagnóstico de osteoporose, dor, limitação, fratura anterior ou queda recente devem conversar com um profissional antes de iniciar ou modificar a rotina. Alguns movimentos podem não ser adequados para determinados quadros.

 

Reveja hábitos e fatores de risco

Não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool e manter o acompanhamento de doenças crônicas também fazem parte do cuidado. Se um medicamento estiver associado à perda óssea ou à tontura, a revisão deve ser feita pelo médico. Não interrompa tratamentos por conta própria.

Médico e paciente analisando radiografia do tornozelo e do pé em consulta, ilustrando a avaliação de osteoporose sintomas e do risco de fraturas
Avaliação médica e exames de imagem ajudam a identificar a perda óssea antes das fraturas.

 

Como prevenir quedas dentro de casa?

Prevenir quedas é uma parte essencial da proteção contra fraturas, principalmente em pessoas idosas. Mudanças simples no ambiente podem aumentar a segurança:

  • Retire tapetes soltos, fios e objetos das áreas de passagem.

  • Mantenha corredores, escadas e o trajeto até o banheiro bem iluminados.

  • Instale corrimãos e barras de apoio quando houver indicação.

  • Prefira calçados firmes e com solado antiderrapante.

  • Deixe objetos de uso frequente em locais de fácil alcance.

  • Evite subir em bancos ou cadeiras para alcançar itens altos.

  • Avalie alterações de visão, audição, equilíbrio ou tontura.

  • Levante-se devagar da cama ou de cadeiras, especialmente se costuma sentir tontura.

Fisioterapia e terapia ocupacional podem ajudar a avaliar equilíbrio, força, marcha e adaptações necessárias para preservar a autonomia.

 

Quando procurar atendimento após uma queda?

Nem toda queda exige atendimento de emergência. No entanto, é importante buscar avaliação imediata quando houver:

  • dor intensa ou que aumenta

  • deformidade ou posição anormal de um membro

  • incapacidade de ficar em pé, caminhar ou apoiar braço ou perna

  • encurtamento ou rotação da perna

  • confusão, desmaio ou trauma na cabeça

  • falta de ar ou mal-estar intenso

  • sangramento importante

  • suspeita de fratura

Evite movimentar a pessoa desnecessariamente quando houver deformidade, dor intensa ou suspeita de lesão na coluna ou no quadril. O Hospital Mãe de Deus mantém Emergência de Traumatologia e Ortopedia na Unidade José de Alencar, em Porto Alegre, para atendimento de quedas, fraturas e lesões agudas.

 

Onde investigar a saúde óssea em Porto Alegre?

Se você tem fatores de risco, sofreu uma fratura após trauma leve ou recebeu indicação para investigar a saúde óssea, uma avaliação médica pode definir os próximos passos com segurança. O Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, realiza densitometria óssea em seu Centro de Diagnóstico. 

Para uma avaliação preventiva mais ampla, o Check-up Mãe de Deus oferece programas personalizados conforme o histórico e as necessidades de cada pessoa. A densitometria não integra automaticamente todos os programas e deve ser realizada quando houver indicação.

Agende agora seu exame ou consulta no Hospital Mãe de Deus.

 

Aviso importante: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial por um médico.

 

Revisão técnica: 

Nome: Dr. Paulo Roberto Mattos Dias

Especialidade: Ortopedista

CRM: CRM 11845 / RQE 5179 

Cargo: Ortopedista do Hospital Mãe de Deus

Data de atualização: 09/10/2026

 

FAQ: Perguntas frequentes sobre osteoporose

 

Osteoporose causa dor nos ossos?

A perda de massa óssea geralmente não causa uma dor específica. A dor pode surgir em consequência de uma fratura ou ter outra origem. Por isso, a dor isolada não confirma osteoporose.

 

Por que o osso osteoporótico é mais frágil?

O osso perde a elasticidade, ou melhor, a resiliência, tornando-se mais quebradiço.

 

Qual é a diferença entre osteopenia e osteoporose?

Osteopenia significa que a densidade óssea está abaixo do esperado, mas não alcançou o critério densitométrico de osteoporose. O risco de fratura depende também do histórico e de outros fatores clínicos.

 

A partir de que idade se faz densitometria óssea?

Como referência geral, o exame é considerado para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70. Pode ser solicitado antes diante de fatores de risco ou fratura por fragilidade.

 

O que é uma fratura por fragilidade?

É uma fratura causada por um trauma de baixa intensidade, como uma queda da própria altura. Esse evento merece avaliação mesmo quando a pessoa ainda não recebeu diagnóstico de osteoporose.

 

Devo tomar cálcio ou vitamina D para prevenir osteoporose?

Não necessariamente. A suplementação depende da alimentação, dos exames e das necessidades individuais. O uso sem orientação pode ser inadequado para algumas pessoas.

 

Osteoporose tem tratamento?

Sim. O plano depende do risco de fraturas e pode incluir atividade física orientada, alimentação, prevenção de quedas e medicamentos. O acompanhamento busca reduzir o risco, mas não oferece garantia absoluta contra novas fraturas.