Varíola dos macacos: como é transmitida, quais são os sintomas e como tratar

Doença que começou a chamar a atenção pelo número de casos na Europa e na África e com alguns pacientes já confirmados no Brasil, a varíola dos macacos tem gerado algumas dúvidas na população. Quais são seus sintomas, como devo me cuidar, existe alguma forma de prevenção?

Infectologista do Hospital Mãe de Deus, Cezar Riche explica que os principais sintomas são febre súbita entre 38,5°C e 39°C, cefaleia, dor nas costas, inchaço nos gânglios, seguidos da erupção cutânea, que passa por diferentes fases. Algumas pessoas têm se perguntado se a vacinação contra a varíola pode ajudar na prevenção de casos.

“A varíola comum está erradicada no Brasil desde a década de 1970, por isso não existe vacinação no país desde 1980. Mas, até o momento, são bem raros os casos graves que tenham gerado complicações mais graves”, ressalta o especialista.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 1º de janeiro e 15 de junho, foram contabilizados 2.103 casos em 42 países, com apenas uma morte. De maneira geral, a varíola dos macacos apresenta um quadro mais leve do que a varíola que foi erradicada na década de 70.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exame clínico, mas em razão do acompanhamento da situação da doença no país, os serviços de saúde notificam os órgãos de saúde sobre os casos suspeitos, e um teste molecular seguido de sequenciamento genético é solicitado nessas situações. As amostras estão sendo direcionadas para os laboratórios de referência, que, para o Rio Grande do Sul, é o Instituto Adolf Lutz, de São Paulo (IAL/SP).

De acordo com o Ministério da Saúde, é considerado caso suspeito pessoa de qualquer idade que, a partir de 15 de março de 2022, apresente início súbito de febre (>38,5 ºC), adenomegalia (gânglios inchados) e erupção cutânea aguda do tipo papulovesicular de progressão uniforme e que apresente um ou mais dos seguintes sinais ou sintomas: dor nas costas, sensação de fraqueza ou cefaleia.

O tratamento é feito para alívio dos sintomas, com isolamento do paciente pelo período em que possa estar transmitindo. Abaixo, confira mais dúvidas sobre a doença:

O que é a varíola dos macacos?

É uma zoonose viral, causada pelo vírus Monkeypox do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae (daí o nome original Monkeypox para a enfermidade). A transmissão para humanos pode ocorrer pelo contato com animais contaminados, humano infectado ou material corporal humano que tenha o vírus.

Como é transmitida?

Se dá principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

Até quando uma pessoa doente pode transmitir para outras?

O período de transmissão da varíola dos macacos se encerra quando as crostas das lesões desaparecem. A incubação – intervalo desde a infecção até o início dos sintomas – é geralmente de 6 a 13 dias, podendo variar de 5 a 21 dias.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico clínico pode ser feito pela presença de erupções cutâneas (em fase aguda ou em estágios sequenciais de máculas, pápulas, vesículas, pústulas e crostas), associada a algum desses sintomas: dor de cabeça, febre, calafrios, dor de garganta, mal-estar, fadiga e inchaço dos gânglios. No momento, os casos suspeitos são notificados ao Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde do RS, que solicitam teste molecular seguido de sequenciamento genético para confirmação do diagnóstico.

Em que fase da doença e em que partes do corpo podem ocorrer as erupções cutâneas?

A infecção costuma ser dividida em duas fases: a febril (até o 5º dia) e das erupções (entre 1 e 3 dias após o início da febre). As áreas mais afetadas são a face (95% dos casos), as palmas das mãos e as plantas dos pés (75%). Também são afetadas as mucosas orais (70%), genitália (30%) e conjuntiva (20%), bem como a córnea. A erupção evolui sequencialmente de máculas (lesões com base plana) para pápulas (lesões firmes levemente elevadas), vesículas (lesões cheias de líquido claro), pústulas (lesões cheias de líquido amarelado) e crostas, o que ocorre em cerca de 10 dias. Após isso, essas crostas secam e caem.

Existe tratamento?

Não existe tratamento específico, os sintomas podem desaparecer naturalmente. O médico pode receitar remédios para febre e dor ou algum tratamento para as feridas. Pede-se que o paciente evite tocar nas erupções que possam vir a ocorrer em olhos e boca.

O que os serviços de saúde devem fazer na presença de um caso suspeito?

É realizado o isolamento imediato do indivíduo para o atendimento e notificada a vigilância em saúde, para rastreamento de contatos e monitoramento destes. Em casa, o isolamento do paciente só deverá ser encerrado quando houver desaparecimento completo das lesões.

Fontes: infectologista do Hospital Mãe de Deus Cezar Riche, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde e Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul

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