Três vezes mais sorrisos, brincadeiras e aventuras!

Lavínia, Joaquim e José (esquerda); Martina, Augusto e Theo (direita)

Ter um filho sempre foi muito desafiador, por tudo que envolve criar uma criança. Ter três filhos de uma única vez, então, e em meio a uma pandemia, é desafiador na potência elevada. Da mesma forma, para a equipe da Maternidade de um hospital, a realização de um parto de trigêmeos é uma grande missão.

Nos últimos meses, nossa equipe pôde acompanhar a formação de duas novas famílias bem especiais: cada uma recebendo três novos bebês.

Martina, Augusto e Theo

A Josiane e o Alessandro são uma família que se formou há pouco tempo, estão juntos há um ano e meio. Ambos professores, residem atualmente na cidade de Ivoti, filhos ainda não estavam nos planos do casal – Josiane já possui um filho, o Pedro, de cinco anos. “Quando o médico me disse que eram três, precisei sentar”, lembra, sorrindo, Josiane.

A gravidez foi tranquila até a 22ª semana. “Desde o dia 18 de maio, passei a fazer repouso absoluto. Viemos para uma consulta com 27 semanas e acabei ficando internada. Este período foi mais tenso. Participávamos de um grupo de roda de gestante virtual, toda quinta-feira, cada semana um assunto diferente. Isso nos deu muita segurança, as angústias são as mesmas. E podíamos dividir a ansiedade de estar em isolamento, longe da nossa família, no momento que mais queríamos tê-la perto. “Fiquei 23 dias internado com ela, me inseri ainda mais nas rotinas, participei de todos os processos, vi crianças nascendo, saindo. Esta vivência, com a roda de gestantes principalmente, ajudou muito. Depois de dois meses internados, o Hospital virou a nossa casa”, conta Alessandro.

Josiane diz que eles estavam preparados para o parto a qualquer momento, mas sempre torcendo para ganhar mais um dia. “Trabalharam muito conosco a hipótese de poder chegar a trinta semanas, que inclusive foi comemorado por toda equipe, como se fosse uma vitória pessoal de cada um. Isso foi deixando a gente tranquila com relação a um possível parto”, conta Josiane.

No dia 14 de julho nasceram os trigêmeos Martina, Augusto e Theo. “No parto, eu fui preparada para não vê-los, mas acabei vendo. Foi muito emocionante. Na hora em que o médico tirou o Augusto, a anestesista baixou a toalha, os bebês começaram a aparecer e pude ver que eles estavam bem. Foi a maior alegria da minha vida”. E ainda reforça toda a humanização que recebeu no Hospital desde que chegaram: “Como participávamos dos grupos de gestante, eu achava que se fosse cesárea seria muito mecânico, mas foi o contrário: era a enfermeira sorrindo parabenizando, o médico conversando, baixando o pano para ela ver, eu vi o Alessandro cortando o cordão, foi lindo”, relata emocionada.

Quando questionados sobre a grande lição de toda esta aventura, Alessandro se emociona e diz: “Confiança, acreditar nos outros, saber receber ajuda. Muitas vezes, a gente pensa: quem decidiu ter filhos que cuide, mas agora, vemos como esta ajuda é importante. Não temos que ter medo de buscar alternativas novas”.

Lavínia, Joaquim e José

Márcio, que tem um irmão gêmeo, sempre achou que poderia ter filhos gêmeos. Mas nunca pensou na possibilidade de virem três de uma só vez. Ele e sua esposa, Paloma, já estavam há um tempo investindo no tão sonhado primeiro filho. Depois de muitas tentativas, de terem perdido uma gravidez e ter um diagnóstico de exame falso positivo, nunca perderam as esperanças.

O casal fazia sua primeira viagem a Santa Catarina quando Paloma percebeu que sua menstruação estava atrasada e, em terras catarinenses, veio a confirmação de que o sonho estava virando realidade. “Ficamos muito felizes, mas ao mesmo tempo apreensivos. Preferimos guardar segredo até tudo der certo”, conta Márcio. Paloma lembra que quando foi se consultar com o obstetra, primeiro apareceu um saco gestacional, depois outro, e mais um; ela olhou para o marido sem entender. “Ficamos confusos. Então o doutor disse: o que vocês estão vendo aqui são três saquinhos. Choramos de felicidade”, recorda, emocionada.

Depois da alegria, veio a preocupação: “A maioria das pessoas não está preparada, financeiramente, para de uma hora para outra ter três vidas sob sua responsabilidade. Felizmente, temos muitos amigos e vimos surgir uma grande rede, de pessoas que nem conhecíamos e vieram nos ajudar”, conta Márcio.

Quando chegaram ao Mãe de Deus, com tudo pronto para se internarem, tiveram um pequeno susto. “As equipes batalharam muito para nos receber e, por fim, conseguimos ser admitidos.  Eu não fazia ideia da complexidade que é todo o processo: só para o nosso parto foram mais de 15 pessoas envolvidas”, relata Márcio.

Paloma lembra que quando conseguiu a aprovação do convênio, ela e o marido sentiram um dos maiores alívios da vida. “A sensação foi indescritível. O atendimento que recebemos aqui foi impecável. Não sei o que seria de nós sem toda esta estrutura. Todos vão ficar para sempre em nossos corações”. No dia 13 de agosto, nasceram Lavínia, Joaquim e José, para alegria de toda família.

Para finalizar, Márcio fez questão de ler uma mensagem que recebeu do seu pai e que, segundo ele, vai ler para seus filhos quando forem maiores: “Coragem, gentileza e tranquilidade nunca fizeram mal a ninguém, por isso, confia em ti, meu filho, e tenhas fé no teu taco. Um beijo do teu pai”.

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