Saiba mais sobre a cefaleia e como tratá-la

Muito provavelmente, em algum momento da sua vida, você já tenha tido cefaleia. Esse é termo médico para dor de cabeça. Para entender melhor sobre os tipos, sintomas e tratamento para esse problema, nesse Dia Nacional da Cefaleia (19.05), conversamos com a neurologista do Corpo Clínico do Hospital Mãe de Deus, Dra. Alessandra Castro Martins, sobre o tema.

A cefaleia é uma das queixas mais comuns na procura por atendimento médico nas emergências e a principal causa de consulta nos ambulatórios de neurologia. Ela é separada em dois grupos: as primárias, como a enxaqueca, a tensional e a trigêmino-autonômicas, e as secundárias, quando a dor está ligada a outro quadro, como cefaleia pós trauma, doenças neurovasculares, quadro infeccioso, dores faciais, entre outros.

“A maioria das cefaleias são classificadas nas primárias; essas, embora não sejam consideradas quadros graves, acabam por ter um importante impacto na qualidade de vida do indivíduo”, complementa a neurologista.

Sintomas e tratamento

Em primeiro lugar, é preciso saber que o diagnóstico de cefaleia é essencialmente clínico e as características do padrão de dor variam conforme o tipo. “É fundamental avaliarmos o caráter da dor, fatores desencadeantes, sintomas associados à cefaleia, localização da dor, duração, instalação, intensidade, frequência das crises”, explica a Dra. Alessandra.

Cada tipo de cefaleia apresenta sintomas diferentes. A enxaqueca, por exemplo, costuma ser unilateral, quando apenas um lado da cabeça dói, principalmente a região da testa e têmporas, pulsátil, associada a fonofobia (sons) e fotofobia (iluminação). Costuma ter longa duração e o grau de dor tende a ser de médio ao intenso. Além disso, pode desencadear vômitos e náuseas.

Já a cefaleia tensional é o tipo de dor mais comum, podendo ser aguda ou crônica e de intensidade moderada. Costuma ser bilateral, ou seja, a cabeça inteira dói, mas também pode ser unilateral, podendo ser na testa, na nuca ou na cabeça toda. A dor surge como uma pequena pressão, podendo se intensificar.

O tratamento é dividido em duas abordagens. Para a dor aguda da crise, são usados analgésicos comuns, anti-inflamatórios, triptanos e corticosteróides. Para a prevenção, utilizam-se betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos e algumas classes de anticonvulsivantes.

“Além das medicações, algumas mudanças de hábitos de vida são fundamentais para buscarmos um bom controle da dor como evitar aquelas ações que sabemos que podem nos causar dor (ingestão de bebida alcoólica, consumo de chocolate), realizar atividade física de forma regular e ter uma boa noite de sono. Além disso, quem possui um quadro de cefaléia crônica deve realizar um acompanhamento médico para melhor avaliação do tipo de dor, para assim podermos oferecer o melhor tratamento de acordo com as individualidades de cada paciente”, alerta a médica.

Quando a cefaleia se torna preocupante?

Apesar de ser um problema de saúde mais comum e que pode ser resolvido com analgésicos, é preciso ter atenção para que as dores de cabeça não se transformem em algo mais grave.

“Existe o que chamamos de red flags/sinais de alarme nas cefaléias. São características da dor que obtemos durante a conversa e exame físico do paciente. Geralmente, apresentando esses sinais, torna-se importante investigar outras causas para a ocorrência do problema”, aponta a Dra. Alessandra.

Esses sintomas incluem:

– Dor súbita e aguda, caracterizada como a “pior dor da vida”;

– Mudança do padrão das dores;

– Início em idades incomuns: menores de cinco anos ou maiores de 50 anos;

– Presença de sintomas sistêmicos associados a dor, como febre, perda de peso,

imunossupressão;

– Cefaleia que acorda o paciente;

– Alterações neurológicas associadas

Fonte: Blog Bem Panvel

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