Hospital Mãe de Deus realiza seu primeiro transplante de medula óssea autólogo

Equipe multidisciplinar de Transplante de Medula Óssea do Hospital Mãe de Deus. Foto: Comunicação AESC
Equipe multidisciplinar de Transplante de Medula Óssea do Hospital Mãe de Deus. Foto: Comunicação AESC

O transplante de medula óssea é uma alternativa terapêutica importante no tratamento da leucemia e de outras doenças hematológicas. Em fevereiro deste ano, após vistoria do Ministério da Saúde, o Hospital Mãe de Deus recebeu o credenciamento para realizar transplantes autólogos de medula óssea. Nesta modalidade, o paciente é seu próprio doador e o procedimento é indicado principalmente em casos de tumores do sistema sanguíneo, como linfomas, mieloma múltiplo e alguns tipos de leucemia.

Alceu Staziak, 52 anos, morador de São José em Santa Catarina, foi o primeiro paciente do Hospital a realizar este procedimento: “Quando surgiu a oportunidade de realizar o procedimento no Hospital Mãe de Deus, fiquei muito feliz, pois poderia finalizar mais uma etapa do meu tratamento”.

Leonardo Morelli, diretor do Centro Integrado de Oncologia (CIO) do Hospital Mãe de Deus, explica que o transplante realizado, por ser de alta complexidade, exigiu um esforço  multiprofissional: “Desde o momento que fizemos a solicitação de credenciamento ao Sistema Nacional de Transplante, foram 16 meses de trabalho intenso para que tivéssemos êxito e sucesso neste procedimento, sendo um marco importante para a nossa Instituição.“

Segundo o Dr. Marcelo Capra, gestor médico da hematologia “Trata-se de um tratamento que aumenta o tempo de vida do paciente. Com esse procedimento, o Centro Integrado de Oncologia passa a oferecer toda a cadeia de tratamento oncológico”.

Paciente Alceu Staziak no momento do procedimento

O paciente considera que são muitas vitórias a cada dia que passa: “Já na internação, vimos que tudo estava bem planejado e explicado. Fui cumprindo as etapas, sentindo que cada um da equipe estava sempre bem preparado e sabia o que estava fazendo. E deu tudo tão certo!”.

Ainda em processo de reabilitação, Alceu sabe que, a partir de agora, uma nova fase se inicia: “Estou muito feliz de ter sido o primeiro paciente que realizou o procedimento de transplante de medula no Mãe de Deus. Sou eternamente grato por tudo o que aconteceu. Sei que agora temos um tempo para recuperar. Tudo que eu imaginava se cumpriu, a expectativa foi superada com o atendimento que recebi e eu fico muito feliz. Sou muito agradecido a todos os membros da equipe que me atenderam”.

O Transplante de Medula Óssea autólogo é um tratamento realizado em diversas etapas: depois da avaliação médica e multiprofissional, é iniciado o preparo do paciente para a coleta das células, procedimento realizado através de um equipamento que separa as células tronco do sangue, devolvendo todas as demais células, semelhante a uma sessão de hemodiálise. Após a coleta, realiza-se, então, a quimioterapia, com o objetivo de eliminar as células tumorais e, por fim, é realizada a devolução das células-tronco na corrente sanguínea do paciente (por meio de um cateter).

Após a devolução das células progenitoras, a expectativa é o momento em que reinicia a produção do sangue, chamado de “pega medular”, sinalizando que o transplante foi um sucesso. Nesse momento, a volta para casa se aproxima.

Destaque na mídia

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O primeiro transplante de medula óssea realizado pelo Hospital Mãe de Deus foi tema de reportagem desta terça-feira (20/10), no Jornal Zero Hora. Em fevereiro deste ano, após vistoria do Ministério da Saúde, o HMD recebeu o credenciamento para realizar o transplante.

Nesta modalidade, o paciente é seu próprio doador e o procedimento é indicado principalmente em casos de tumores do sistema sanguíneo, como linfomas, mieloma múltiplo e alguns tipos de leucemia.

Jornal Zero Hora
Jornal Zero Hora

Em entrevista à jornalista Larissa Roso, Dr. Marcelo Eduardo Zanella Capra, hematologista do Corpo Clínico do Hospital Mãe de Deus, afirmou que, em resumo, o transplante corresponde a uma fase do tratamento em que se aplica uma dose mais elevada de quimioterapia. Se essa dose fosse administrada normalmente, poderia lesar de forma permanente as células-tronco, colocando a vida do paciente em risco. O que se faz, então, é retirar as células-tronco (responsáveis por dar origem a todos os componentes do sangue) do corpo, armazená-las e, após a quimioterapia, devolvê-las à corrente sanguínea.

Confira a reportagem completa: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/10/hospital-mae-de-deus-passa-a-oferecer-transplante-autologo-de-medula-ossea-ckgguw81f0052012tgjsufs4l.html

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