Hospital Mãe de Deus realiza procedimento inédito no RS para tratamento de câncer renal

A técnica possibilitou que o paciente não precisasse retirar o órgão

O Hospital Mãe de Deus realizou, nesta terça-feira (29/6), um procedimento inédito no Estado: a crioablação (destruição por congelamento) guiada por tomografia para tratamento de câncer renal. O paciente Jorge Rodrigues da Silva, engenheiro aposentado, de 76 anos, já havia retirado o rim esquerdo em razão de um câncer, e parte do direito pelo mesmo motivo. A técnica possibilitou que ele não precisasse retirar o órgão.

O cirurgião e radiologista intervencionista do Centro de Medicina Intervencionista do Hospital Mãe de Deus, Dr. Eduardo Medronha, explica que esse tipo de intervenção, chamada crioablação percutânea, consiste na introdução de uma agulha longa, de fino calibre até o interior do tumor, guiada por tomografia, garantindo grande precisão. Esse tipo de tecnologia permite o tratamento de alguns tipos de câncer de forma minimamente invasiva, com o mínimo dano aos tecidos mais próximos.

“Existem diferentes tipos de ablação. No caso deste paciente, foi realizada a crioablação, que usa dois gases: argônio e hélio. O argônio, quando passa pela válvula, se expande, perdendo energia e congelando. Já o hélio, em vez de perder calor, esquenta e descongela. São esses sucessivos congelamentos e descongelamentos que levam à destruição do tumor”, complementa o médico.

O diretor médico do Centro de Medicina Intervencionista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, Dr. Rodrigo Gobbo, acompanhou a intervenção. O pioneirismo do Hospital Mãe de Deus no Rio Grande do Sul na utilização desta técnica foi destacado por ele:

“É um dos procedimentos mais inovadores e com ótimos resultados em intervenção oncológica da atualidade. Um procedimento que o time do Centro de Medicina Intervencionista do Hospital Mãe de Deus está trazendo de forma pioneira. É muito útil no tratamento de lesões focais, pois permite o congelamento de tumores a baixíssimas temperaturas, da ordem de -120°C, -130°C, o que leva a uma necrose bastante expressiva e com mínimos danos aos tecidos adjacentes. Foi um enorme prazer participar desse primeiro caso e auxiliá-los nessa nova jornada de intervenção oncológica do sul do Brasil”.

Indicações

No caso deste paciente, foi realizada a crioablação, que usa dois gases: argônio e hélio

O procedimento da crioablação é indicado na oncologia para tumores de até 3cm, mais comuns em órgãos como rim, fígado, pulmão e ossos. “Neste paciente específico, obtivemos um desfecho bastante favorável, pois ele já tem função renal alterada pela retirada de outro rim. A ressecção do único rim faria com que ele ficasse dependente de hemodiálise pelo menos três vezes por semana”, avalia Dr. Medronha. 

Resultado

Equipe que realizou o procedimento

Nesta quarta-feira (30/6), o paciente já estava recuperado do procedimento, e recebeu alta hospitalar. Agora, ele espera que os tumores fiquem no passado e possa, em breve, retomar suas atividades rotineiras. Também está na expectativa para que a pandemia melhore e possa voltar a viajar com a esposa, Sulany Menna da Silva, com quem é casado há 53 anos.

“Com a graça de Deus, estou me sentindo muito bem. Principalmente pela acolhida aqui dentro do hospital. É impressionante a dedicação de todos: médicos, enfermeiros, técnicos em Enfermagem. Parabéns ao Hospital Mãe de Deus por esse trabalho”, reconhece o aposentado.

Vantagens do uso na oncologia

  • Sem corte
  • Na maioria dos casos, a intervenção é feita apenas sob sedação, sem necessidade de anestesia geral ou intubação
  • Em alguns casos, é feita de forma ambulatorial, sem a necessidade de internação
  • Preservação do órgão

 

Emergência

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