Estenose aórtica: quais os sintomas e o principal tratamento disponível?

Primeiro procedimento no HMD foi realizado pelo Dr. Eduardo Saadi

Dor no peito, cansaço ou, até mesmo, desmaios. Esses são apenas alguns dos sinais de alerta para uma doença muito comum na população com mais de 75 anos: a estenose aórtica. Causado por algum defeito de nascença, tabagismo ou falta de hábitos saudáveis, como atividades físicas e alimentação regrada, o quadro é caracterizado pelo estreitamento da válvula aórtica – um dos principais mecanismos de controle do fluxo de sangue no coração.

Devido ao estreitamento da válvula, o bombeamento de sangue é prejudicado, evoluindo para insuficiência cardíaca e morte. Na grande maioria dos casos, os sintomas aparecem somente quando a doença está em estágios avançados.

Atualmente, o principal aliado dos médicos no tratamento é o chamado Implante Transcateter de Válvula Aórtica (TAVI), procedimento menos invasivo, responsável por posicionar uma prótese no local da válvula doente para regularizar o fluxo sanguíneo.

O Cirurgião cardiovascular do Corpo Clínico, Dr. Eduardo Saadi, explica sobre a importância do procedimento. O médico foi o responsável por realizar o primeiro TAVI, em 2009, na Instituição. Desde lá, o Hospital conta com uma expertise de mais de 1 mil implantes realizados.

Como o TAVI funciona?

Até o início dos anos 2000, a cirurgia convencional era o principal tratamento contra a estenose aórtica. A partir do primeiro TAVI (sigla em inglês para Transcatheter Aortic Valve Implantation) – realizado na Europa em 2002 e popularizado no Brasil em 2008 –, foi possível a introdução de um procedimento menos invasivo, com mais benefícios aos pacientes.

Ele é feito da forma conhecida como transfemoral: usado em 95% dos casos, o procedimento é direcionado para virilha, com a prótese sendo implantada por cateteres introduzidos na artéria femoral e seguindo até o coração. Assim, a válvula doente é dilatada por um balão e a prótese é implantada.

As próteses dividem-se em dois grupos distintos, podendo ser expandidas por meio de um balão ou as chamadas auto expansíveis.

“Usamos a cirurgia convencional até hoje, mas ainda segue sendo o procedimento mais agressivo e com uma recuperação mais lenta. O TAVI é muito menos invasivo, podendo ser feito sem anestesia geral, com um tempo de recuperação no hospital entre um e dois dias”, ressalta Dr. Saadi.

A recuperação

De acordo com o médico, os pacientes que realizam o procedimento podem ficar no máximo até dois dias em observação no Hospital. Logo em seguida, podem seguir suas vidas normais. As evidências demonstram que a durabilidade é semelhante às próteses cirúrgicas,  sendo usadas até o final da vida do paciente.

O cirurgião cardiovascular somente reforça que um acompanhamento periódico deve ser seguido de seis em seis meses ou anualmente.

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