Doenças respiratórias no inverno: esclareça as dúvidas mais frequentes sobre o tema

Você sabia que, no inverno, o ar frio e seco torna-se carregado com partículas de poeira e poluição e o nosso sistema respiratório precisa trabalhar mais? Essa sobrecarga, combinada com a maior circulação de vírus respiratórios e com o fato de nos mantermos por mais tempo em locais fechados e com pouca circulação de ar, colaboram com um aumento na incidência das doenças respiratórias nesse período. Por isso, com o início da estação, que ocorre no dia 21 de junho, o pneumologista do Hospital Mãe de Deus, Dr. Marcelo Tadday Rodrigues, respondeu algumas das perguntas mais frequentes sobre o tema.

1. Quais são as principais doenças respiratórias de inverno (tanto crônicas quanto transmissíveis)?

As principais doenças virais transmissíveis são os resfriados e as gripes. Entre as infecções bacterianas, as sinusites e as pneumonias são quadros que merecem atenção.

Pelo maior trabalho do sistema respiratório durante o inverno, além da maior ocorrência de infecções virais, as doenças respiratórias crônicas, como asma e DPOC, comumente têm seus sintomas aumentados, com a possibilidade da ocorrência das chamadas exacerbações, pioras dos quadros que requerem tratamento adicional, e que representam um risco maior de complicações. A melhor forma de evitar ou, ao menos, reduzir o impacto é a manutenção do tratamento dessas condições crônicas, com acompanhamento médico e o tratamento preventivo conforme prescrito pelo seu pneumologista.

2. Qual a principal forma de contágio e como evitar a contaminação no caso das doenças transmissíveis?

A transmissão de doenças respiratórias virais geralmente ocorre por meio de gotículas ou aerossóis dispersos no ar. As gotículas infectadas com vírus são expelidas pela tosse, pelo espirro e até mesmo pela fala. Essa é a razão de ser importante cobrir a boca e o nariz com um lenço ou com o braço ao tossir ou espirrar. É importante não esquecer que, ao levar a mão ao nariz, a secreção nasal com o vírus contamina a mão, o que pode contribuir para a disseminação da doença. Para evitar o contágio, medidas como a higienização correta das mãos, manter os ambientes bem ventilados, uso de álcool em gel, uso de máscaras em ambientes fechados, e – ainda mais importante – se estiver apresentando qualquer sintoma respiratório. E as vacinas preconizadas, da influenza anualmente e – atualmente – o esquema completo de vacinação para COVID.

3. Qual a importância da vacinação? Ela evita o contágio e ajuda a reduzir a gravidade dos sintomas?

A vacinação é uma das principais medidas para evitar as consequências de diversas doenças infecciosas, tanto em termos individuais quanto de proteção coletiva. No plano individual, as vacinas da gripe, da pneumonia e da coqueluche em pacientes selecionados, e da COVID (é importante o esquema vacinal completo), apesar de não impedirem o contágio em 100% dos casos, reduzem o risco de infecção e, principalmente, a gravidade do quadro. No plano coletivo, elas diminuem a disseminação do vírus na comunidade.

4. Quais os grupos de risco que devem tomar mais cuidado nesse período?

Os principais grupos de risco para doenças respiratórias no inverno são, em primeiro lugar, aquelas pessoas nos considerados extremos etários, como crianças abaixo de cinco anos e pessoas maiores de 60 anos, com o risco aumentando, nesta faixa etária, proporcionalmente à idade. Também os portadores de doenças crônicas, sejam elas respiratórias, cardiovasculares, diabetes ou outras, e pessoas com algum grau de imunossupressão, como quem vive com HIV. Todos esses devem ter maiores cuidados nessa época, não interrompendo o tratamento e tomando medidas preventivas, como as vacinas.

5. Quais os principais tratamentos e orientações para quem apresenta as doenças respiratórias mais comuns no inverno?

Para os resfriados, comumente causados por rinovírus e outros vírus respiratórios, o tratamento é basicamente para aliviar os sintomas, como o mal-estar, dor ou febre. Hidratação e alimentação adequadas também são importantes. Para as infecções bacterianas, como sinusites, otites e até pneumonias, o uso de antibióticos sob prescrição médica está indicado. Importante, também, é a manutenção do tratamento regular e adequado de qualquer condição crônica, sempre sob orientação de um profissional médico, no caso das doenças respiratórias, de um pneumologista.

6. Caso apresente os sintomas, o que devo fazer? Qual o momento de buscar o atendimento médico ou até buscar a emergência?

No caso de resfriados, atualmente recomenda-se, em virtude da pandemia de COVID, a testagem para coronavírus e – caso positivo – o isolamento. O uso de máscaras em sintomáticos respiratórios, independente de estarem com coronavírus ou não, é recomendado. O tratamento dos resfriados é apenas sintomático, com medicação para dor ou febre caso necessário. Se apresentar sintomas de agravamento, como febre alta persistente ou falta de ar, é de fundamental importância procurar atendimento médico.

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