Cirurgia inovadora para doença hemorroidária 

Equipe multidisciplinar do Hospital Mãe de Deus liderada pela proctologista do Corpo Clínico do Hospital, Dra. Marlise Mello Cerato Michaelsen.

O tratamento cirúrgico da doença hemorroidária ainda é um dilema. Ao longo dos anos, novas técnicas foram desenvolvidas levando à uma menor taxa de dor pós-operatória. Independente da técnica, o paciente sempre apresentou dor e uma recuperação mais demorada em função das feridas. “Geralmente, os pacientes têm muito medo de fazer o procedimento em função da recuperação”, relata a proctologista do Corpo Clínico do Hospital Mãe de Deus, Dra. Marlise Mello Cerato Michaelsen. 

Durante muitos anos, a técnica cirúrgica para retirada de hemorroidas era feita pela técnica excisional tradicional, com grampeador ou com um aparelho italiano, o THD. Há algum tempo, este aparelho deixou de ser distribuído no Brasil, e agora uma nova alternativa brasileira foi lançada no mercado. “Trata-se de um anuscópio, com uma estrutura que possui um dispositivo de LED, facilitando a visualização das hemorroidas. Este aparelho, assim como acontecia com o THD, permite a desarterilização e mucopexia. Através deste anuscópio é introduzido um cateter fino com um doppler na extremidade que encostamos na hemorróida e localizamos o vaso, a partir daí fazemos a desarterilizaçao seletiva e, após isto, a mucopexia, sendo realizado um tratamento mais direcionado e individualizado”, explica Dra Marlise.

Na última semana, a proctologista recebeu o cirurgião do Hospital Nove de Julho, de São Paulo, Dr. Mateus Rotta, para realizar este procedimento inovador e inédito no estado do Rio Grande do Sul. “A cirurgia foi um sucesso e o paciente foi embora após recuperação anestésica. Com certeza foi o primeiro de muitos casos que iremos receber”, destaca Dra. Marlise. 

A proctologista do Corpo Clínico do Hospital Mãe de Deus, Dra. Marlise Mello Cerato Michaelsen, e o cirurgião do Hospital Nove de Julho, de São Paulo, Dr. Mateus Rotta.

A base do tratamento é a desarterialização e mucopexia, que diminui a drenagem de sangue para as veias e reverte o processo, reestabelecendo a anatomia do canal anal. Como o procedimento é feito todo dentro do canal anal, em geral os pacientes não ficam com nenhuma ferida pós-operatória e, consequentemente, sem dor. “O que ocorre é uma sensação de evacuação incompleta, um leve desconforto que passa com analgésicos comuns, mas dor, que é a principal queixa, não é observada. É um tratamento que resolve o problema do paciente com doença hemorroidária, com uma recuperação mais rápida, em uma semana podendo retomar as atividades normais”, conclui Dra. Marlise. 

Principais vantagens:

– Sem dor, somente desconforto leve
– Recuperação rápida
– Procedimento personalizado
– Reestabelecimento da anatomia do canal anal

Para mais informações entre em contato pelo 3230-2507.

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