Alta prevalência e sintomas silenciosos são alertas para a hipertensão

Uma doença silenciosa, que, muitas vezes, só é descoberta após eventos sérios, como um infarto ou acidente vascular cerebral. Essa é a hipertensão. Presente em 25% da população adulta, ela ocorre quando as artérias progressivamente enrijecem, perdendo sua capacidade elástica de acomodar o sangue ejetado a cada batimento do coração. Por sua alta prevalência e possíveis consequências graves, o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a prevenção são essenciais.

Para marcar o Dia Mundial da Hipertensão (17/05). preparamos uma material especial com as principais informações sobre esse tema. 

Conheça os fatores de risco e descubra como identificar a doença

Uma pessoa é considerada hipertensa quando a maior parte das suas medições de pressão arterial fica acima de 14×9 (140 x 90 mmHg). Em 95% dos casos, ela tem origem genética, sendo chamada de hipertensão primária. No entanto, outros elementos podem influenciar no seu surgimento, como a obesidade, problemas renais crônicos e diabetes. Pessoas muito jovens e com hipertensão resistente ao tratamento merecem atenção especial, assim como usuários de alguns medicamentos, que podem causar hipertensão secundária.

Além de ser fator de risco para doenças cardiovasculares, como o AVC e o infarto, ela também aumenta o risco de doença renal crônica, cegueira, demência, dissecção e aneurismas de aorta. Isso significa que é importante ficar atento, realizando acompanhamento regular e, caso necessário, a Monitorização Arterial de Pressão Arterial, conhecida como MAPA. O exame acompanha a pressão do paciente de forma constante durante 24 horas, com registros regulares a cada 15 minutos. Com isso, é possível obter uma visão geral das medições nesse período, permitindo o diagnóstico da doença.

Como controlar a hipertensão?

A adoção de hábitos saudáveis é a melhor estratégia para o controle da hipertensão. O sal, por exemplo, que provoca retenção de líquido e impacta na pressão arterial, é um dos itens que deve ser limitado para garantir a redução dos níveis.

Para os casos onde essas mudanças não forem suficientes, a utilização de medicações específicas também pode ser necessária, trazendo resultados satisfatórios.  

“O tratamento é dividido em dois tipos: farmacológico e não farmacológico. A abordagem não medicamentosa deve ser sempre instituída e inclui manutenção de um peso adequado, redução na ingesta de sal, prática de atividade física, abandono do tabagismo e redução do consumo de álcool. Quando essas medidas não forem efetivas, prescreve-se o tratamento medicamentoso, que inclui, principalmente, diuréticos e vasodilatadores”, explica o cardiologista do Corpo Clínico do Hospital Mãe de Deus, Dr. Cristiano Jaeger.

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