DOENÇA RENAL CRÔNICA: SILENCIOSA E QUE REQUER MUITA ATENÇÃO

Gestor do Serviço de Nefrologia do Hospital Mãe de Deus, Dr. Roberto Berdichevski. 

Na véspera do Dia Mundial do Rim, 12 de março, chamamos atenção da população para a Doença Renal Crônica, que apresenta sintomas apenas em fases mais avançadas da doença.

A principal função dos rins é filtrar o sangue para eliminar substâncias nocivas ao organismo, sendo as mais conhecidas a ureia, a creatinina e o potássio. Além disso, “os rins controlam a acidez do sangue e a quantidade de água e sal do organismo. Eles são verdadeiros maestros para a fabricação de células vermelhas do sangue e garantem o bom funcionamento dos ossos. Diversos problemas e agressões ao rim levam a uma redução dessa capacidade, resultando no que chamamos de doença renal crônica”, explica o gestor do Serviço de Nefrologia do Hospital Mãe de Deus, Dr. Roberto Berdichevski.

Na maior parte do tempo, a evolução da doença renal crônica não apresenta sintomas, fazendo com que muitas vezes o diagnóstico seja feito tardiamente. Em alguns casos, os pacientes chegam no momento onde a única opção é o tratamento imediato com hemodiálise. “A doença renal crônica é uma consequência das agressões que o rim sofre, sendo as mais comuns o diabetes e a hipertensão”, reforça Dr. Berdichevski.

Por que os sintamos demoram tanto a aparecer?

Segundo Dr. Berdichevski, o organismo vai se acostumando aos níveis elevados de creatinina, de ureia, ou o sangue um pouco mais ácido. “Quando chega a aproximadamente 10% da sua função renal, é que a pessoa começa a ter sintomas: perda de apetite, ânsia de vômito, cansaço, pode inchar, ter manchas pelo corpo e, por fim, em casos mais graves, entra em um quadro de sonolência e coma, podendo ter até uma parada cardíaca por elevação do potássio no sangue” alerta.

Como garantir o diagnóstico precoce se a doença não dá sinais?

Com um simples exame de urina e uma dosagem da creatinina no sangue. “É importante pedir para seu médico, quando for fazer exames de rotina, para incluir estes dois exames para detectar precocemente. Quanto mais tardio é o diagnóstico, mais difícil é de reverter as alterações e impedir que o rim vá, ao longo do tempo, perder a função renal”, destaca Dr. Berdichevski.

Quais os principais fatores de risco para doenças renais crônicas?

  • Diabetes (tipo 1 e 2).
  • Hipertensão.
  • Histórico de Doença Renal Crônica na família.

Principais sinais (tardios) de doença renal crônica

  • Pressão Alta.
  • Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas.
  • Fraqueza constante.
  • Náuseas e vômitos frequentes.
  • Perda de apetite.
  • Alteração das capacidades mentais, sonolência excessiva.
  • Urinar muitas vezes, principalmente à noite.
  • Urina com alteração de aspecto ou com muita espuma.

Como prevenir?

  • Reduzir o consumo de sal.
  • Controlar a pressão arterial.
  • Evitar o consumo excessivo de açúcar refinado e farináceos (principalmente pessoas com obesidade ou diabetes).
  • Evitar o tabagismo.
  • Controlar o colesterol.
  • Realizar exame de urina e sangue (creatinina) anualmente se houver algum dos fatores de risco.
  • Procurar um nefrologista se houver alteração nos exames.

Tratamento

Quando detectada a alteração da creatinina ou da proteína no exame de urina, o paciente deve ser encaminhado para um nefrologista, que irá avaliar a causa da doença renal. O nefrologista faz uma avaliação global do paciente e verifica a necessidade de outros exames para esclarecer a situação. Se for encontrada uma outra causa, ela deve ser tratada. Um exemplo comum em homens é o crescimento excessivo da próstata, que em casos extremos pode comprometer a função renal. Nesse caso, o paciente precisa ser visto em conjunto com o urologista.

Para a maioria dos pacientes, o trabalho do nefrologista consiste em parar ou retardar a perda de função renal. “Para isso, trabalhamos muito no controle rigoroso de pressão arterial, da obesidade, da glicemia em diabéticos, da mudança de estilo de vida e da restrição proteica na dieta. O uso de algumas medicações específicas tem se mostrado muito benéfico no controle de vários desses fatores”, reforça Dr. Berdichevski. Em fases mais adiantadas da doença renal crônica, por fim, pode haver necessidade de diálise (hemodiálise ou diálise peritonial) ou ainda transplante renal.

Serviço de Nefrologia do Hospital Mãe de Deus

O Serviço de Nefrologia do Hospital Mãe de Deus conta com uma estrutura ambulatorial para atendimento dos pacientes com doença renal, desde as fases mais precoces até as fases mais tardias. Nos ambulatórios localizados na José de Alencar ou nos consultórios na Unidade Carlos Gomes, há uma equipe médica pronta para a detecção e o manejo das doenças renais, com suporte multidisciplinar. “As unidades operam com toda a excelência e o rigor técnico característicos do Serviço de Nefrologia Mãe de Deus, funcionando de maneira integrada. Com equipamentos modernos, sofisticados e seguros que eliminam as impurezas do sangue quando os rins não conseguem mais desenvolver essa função”, finaliza Dr. Berdichevski.

Para mais informações, entre em contato com 32306000 ou 32302306.

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