Arritmia cardíaca crônica mais frequente em adultos a partir dos 40 anos, a fibrilação atrial aumenta em cinco vezes o risco da pessoa ter um acidente vascular cerebral (AVC). As causas frequentes são as doenças de maior prevalência na cardiologia, tais como hipertensão arterial, cardiopatia isquêmica e a insuficiência cardíaca. Eventualmente, a fibrilação atrial pode ocorrer de forma isolada, atingindo pessoas jovens sem outras doenças associadas.

O principal sintoma é a palpitação, uma sensação de coração acelerado. No entanto, em alguns casos essa arritmia somente é descoberta após sua consequência mais grave, que é o AVC. A fibrilação também pode se manifestar por cansaço demasiado ao realizar exercícios físicos ou sensação de batimento irregular.

No Hospital Mãe de Deus, a fibrilação atrial pode ser tratada através da técnica conhecida como ablação. De acordo com o médico gestor do Serviço de Cardiologia da Instituição, Dr. Cristiano Jaeger, o método consiste em realizar um tipo de cauterização das regiões do coração que originam a arritmia. A medida tem como objetivo evitar a sua progressão para todo o átrio esquerdo.

Um sistema de mapeamento tridimensional do coração possibilita a identificação exata dos chamados focos arritmogênicos junto às veias pulmonares no átrio esquerdo. Isso propicia o seu isolamento através da ablação, como informa o Dr. Eduardo Bartholomay, cardiologista eletrofisiologista, responsável pela área de arritmias do Hospital Mãe de Deus. A incidência da doença aumenta conforme a idade - a prevalência é de 2,3% em pessoas acima de 40 anos, de 5,9% acima de 65 anos e de mais de 10% nos octogenários.  

Saiba mais 

A fibrilação atrial é uma arritmia sustentada que se caracteriza por uma desorganização da atividade elétrica no local que origina os batimentos cardíacos. A técnica da ablação foi descrita em 1998, na França, e começou a ser adotada alguns anos depois no Brasil. O Hospital Mãe de Deus foi um dos pioneiros na realização desse procedimento no Rio Grande do Sul e no País.