Com o objetivo de colher a opinião dos funcionários sobre segurança do paciente, erros associados ao cuidado de saúde e notificação desses problemas, o Hospital Mãe de Deus iniciará no próximo dia 21/11 a aplicação de sua Pesquisa de Cultura de Segurança. Realizada bienalmente desde 2008, esta será a sexta edição da consulta, que funciona de forma anônima, sigilosa e voluntária. Segundo a gerente do Serviço de Epidemiologia e Gestão de Risco do Hospital (SEGER), enfermeira Laura Berquó, a taxa média de participação é de 33%.

 

O Hospital Mãe de Deus tornou-se referência neste tema porque foi um dos primeiros no país a traduzir e aplicar a pesquisa sobre cultura de segurança da AHRQ (Agência para Pesquisa e Qualidade na Saúde dos EUA). “Em 2008, fizemos a tradução e aplicamos o questionário, anos antes que a FIOCRUZ o fizesse oficialmente para o Ministério da Saúde”.

 

Laura afirma que ainda é raro o uso sistemático da ferramenta como ocorre no Hospital. “O instrumento da AHRQ é usado em trabalhos acadêmicos de conclusão de cursos e dissertações como pesquisas isoladas e, em geral, não há um acompanhamento do desempenho institucional em relação a este tema”, complementa. A pesquisa tem duração média de 20 minutos e é realizada através da intranet. Cada funcionário recebe uma senha para este acesso. Após o encerramento de participação, demora em média um mês para tabulação e divulgação dos resultados em fóruns e reuniões e, posteriormente, adoção das ações necessárias para melhorias.

 

Entre as melhorias já adotadas a partir da pesquisa, a enfermeira Laura destaca a atenção dada no hospital ao trabalho em equipe e a criação de times focados em processos assistenciais específicos, como os de Prevenção de QuedaLesões por Pressão e Acessos Vasculares.