Segundo as projeções estatísticas da Organização Mundial da Saúde, entre 1950 e 2025, a população de idosos no país crescerá 16 vezes contra cinco vezes da população total, o que colocará o Brasil em termos absolutos como a sexta população de idosos do mundo, isto é, com mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.
A proporção de idosos no país passará de 7,3% em 1991 (11 milhões) para cerca de 15% em 2025, que é a atual proporção de idosos da maioria dos países europeus, os quais tiveram sua transição mais lenta e que ainda não conseguiram equacioná-la.
Diferente do que podemos pensar, os fatores genéticos influenciam pouco a longevidade. Se pudéssemos quantificar, apenas 20% do envelhecimento é atribuído a fatores genéticos; os outros 80% estão ligados a hábitos de vida, que podem e devem ser alterados. Isso reflete a grande a responsabilidade de cada um de nós sobre o tipo de vida que queremos ter.
Infelizmente, as limitações físicas e cognitivas tornam-se cada vez mais importantes com o avanço da idade. Um prejuízo funcional marcado é visto em apenas 5% dos idosos de 65 a 74 anos, enquanto aos 85 anos esse número sobe para 35 a 40%. São esses idosos que, por apresentarem uma situação de maior fragilidade, necessitam de um modelo de atenção médica diferenciado, na tentativa de oferecer o tratamento das doenças específicas e condições determinantes de risco de vida, mas evitando desfechos funcionais insatisfatórios que venham a comprometer ainda mais sua qualidade de vida.